Guerra na Ucrânia

Apoio à Ucrânia. Viragem histórica alemã visa reconquistar confiança dos aliados

29 abril 2022 20:17

Christine Lambrecht, ministra da Defesa, foi o rosto e a voz da mudança da Alemanha relativamente ao apoio militar à Ucrânia

boris roessler / getty images

Gerir a guerra tem sido difícil para o Governo de Berlim, acusado de inércia na ajuda a Kiev e de falta de coragem na aplicação de sanções

29 abril 2022 20:17

Nas últimas semanas, a ucrania­na Halia Yarmoliuk, 36 anos, refugiada com o filho, de nove, em casa de uma familiar em Bad Dürkheim, no Oeste da Alemanha, debateu-se com uma questão: “Se os alemães comuns são tão solidários connosco, porque é que o Governo não faz mais para ajudar a salvar as vidas dos ucranianos? Dizem que não nos dão armas porque precisam delas caso a Rússia ataque um país da NATO, mas acho preferível cederem-nos esse armamento para os derrotarmos dentro das nossas fronteiras.”

As dúvidas não são exclusivas de Halia e dos 250 mil ucrania­nos refugiados na Alemanha. Parceiros da NATO e da União Europeia, diplomatas, partidos da oposição e até deputados da coligação no Governo — liderada pelos sociais-democratas (SPD), com os liberais (FDP) e os Verdes — têm pressionado o chanceler Olaf Scholz a fornecer armamento pesado ao Exército ucraniano.