Guerra na Ucrânia

O que são as armas termobáricas ou “bombas de vácuo”?

1 março 2022 14:19

Kiev, Ucrânia Foto: Getty Images

Russos deverão usar mais este tipo de armas na Ucrânia uma vez que é algo comum na estratégia bélica russa, diz especialista

1 março 2022 14:19

Bombas de vácua ou termobáricas, também conhecidas como “pai de todas as bombas” pela sua letalidade, estão a ser alegadamente utilizadas pela Rússia na invasão à Ucrânia. A verificar-se estamos perante um crime de guerra, pois é proibida pela Convenção de Genebra. Mas como funcionam e porque são tão perigosas?

Este tipo de bomba usa o oxigénio envolvente como gatilho e divide-se em duas etapas, segundo escreve o “The Guardian”. Primeiro, a distribuição de um aerossol feito de um material muito fino (desde um combustível à base de carbono até pequenas partículas de metal).

Na segunda etapa, uma “nuvem” é acendida, criando assim uma espécie de bola de fogo, que cria uma onda de choque e um vácuo enquanto suga todo o oxigênio ao redor.

Esta onde de choque pode durar muito mais do que um explosivo “normal” e é capaz de vaporizar corpos humanos, indica o jornal.

As bombas de vácuo são muito perigosas, mas têm sido usadas pelos humanos desde, aproximadamente, os anos 60, quer pela Rússia, quer pelos Estados Unidos. Uma das utilizações mais recentes partiu mesmo dos Estados Unidos, em 2017, sob a liderança de Donald Trump, no Afeganistão.

A Rússia já tinha sido, inclusive, condenada pela utilização desta bomba em 1999 na Chechénia. E, segundo Marcus Hellyer, analista sénior do Australian Strategic Policy Institut ouvido pelo “The Guardian”, “os separatistas que a Rússia vinha a apoiar na região de Donbass, têm vindo a utilizá-las há já alguns anos”.

De acordo com o especialista, estas armas são usadas, geralmente, de forma defensiva. Isto é, para destruir as posições defensivas dos militares oponentes. Mas adverte que, usada perto de um complexo de apartamentos ou zonas residenciais pode ser muito perigosa. Considera, aliás, que os russos deverão usar mais este tipo de armas na Ucrânia uma vez que é algo comum na estratégia bélica russa.