Guerra na Ucrânia

Países nórdicos anunciam medidas inéditas e excecionais na sequência da guerra na Ucrânia

28 fevereiro 2022 0:07

Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia avançam com medidas de apoio à resistência ucraniana

28 fevereiro 2022 0:07

Fundo soberano norueguês prepara desvinculação da Rússia. O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, vai congelar os seus investimentos na Rússia e começar uma saída total como parte das sanções contra Moscovo pela invasão da Ucrânia, anunciou o Governo norueguês.

“O objetivo é retirar o fundo do petróleo inteiramente do mercado russo”, disse o ministro das Finanças, em conferência de imprensa.

O fundo petrolífero, que vale um total de mais de 1.100 mil milhões de euros, tem participações de cerca de 2,7 mil milhões de euros na Rússia, segundo a imprensa norueguesa.

A Noruega, um país que não é membro da União Europeia, mas membro da NATO, anunciou a sua intenção de aderir às sanções europeias contra a Rússia.

Já a Dinamarca permitirá que voluntários se juntem às brigadas internacionais que a Ucrânia pretende formar para combater a invasão russa, disse este domingo a primeira-ministra, Mette Frederiksen, considerando que não vê isso como um “obstáculo legal”.

“É uma escolha que qualquer um pode fazer. Isso vale para todos os ucranianos que vivem aqui, é claro, mas também para outros que pensam que podem contribuir diretamente para o conflito”, afirmou.

No início do dia, Frederiksen manifestou-se com milhares de pessoas do lado de fora da embaixada russa em Copenhaga, para protestar contra a invasão russa da Ucrânia.

A presidência ucraniana de Volodymyr Zelensky anunciou hoje a criação de uma “legião internacional” de combatentes estrangeiros para ajudar a repelir a invasão russa, convocando voluntários para se juntarem à nova unidade de resistência.

Por sua vez a Suécia romperá com a doutrina que exclui a entrega de armas a um país em guerra e enviará 5mil lança-foguetes antitanque para a Ucrânia, anunciou este domingo o Governo.

Esta “decisão excecional” não tem precedentes desde 1939, quando a Suécia ajudou a Finlândia invadida pela antiga União Soviética, disse a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson.

“Para mim, como primeira-ministra, a primeira e única questão é o que melhor defende a segurança da Suécia e do povo sueco. A minha conclusão é que a nossa segurança é melhor defendida quando defendemos a capacidade da Ucrânia de se defender contra a Rússia”, disse a governante numa conferência de imprensa.

A União Europeia confirmou anteriormente um acordo para enviar armas para a Ucrânia e a Alemanha também anunciou este domingo uma grande reversão da sua doutrina ao entregar armas às autoridades ucranianas.

Também a Finlândia está a considerar enviar armas diretamente para a Ucrânia, disse o ministro da Defesa Antti Kaikkonen este domingo, no que seria uma exceção à política de longa data de não permitir a exportação de armas para zonas de guerra.

O ministro disse ainda que a Finlândia, que não é membro da NATO e faz fronteira com a Rússia, deu luz verde à Estônia para enviar armamento anteriormente finlandês para a Ucrânia.

A Finlândia enviará equipamentos de defesa para a Ucrânia, incluindo 2mil coletes à prova de balas, 2mil capacetes, 100 macas e equipamentos para duas estações de atendimento médico de emergência, segundo um comunicado do governo.