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José Neves: “Prevemos crescimento positivo para a Farfetch no segundo trimestre”

15.05.2020 às 16h01

Em entrevista ao Expresso, o fundador e presidente executivo do unicórnio luso-britânico fala sobre a política de controlo de custos e previsões de crescimento da empresa, no atual contexto de pandemia de covid-19, e deixa uma garantia: a meta para alcançar a rentabilidade operacional em 2021 não é demasiado otimista

José Neves é fundador e presidente executivo da Farfetch

José Carlos Carvalho

O desempenho da Farfetch durante o primeiro trimestre do ano não era aguardado com grande expetativa. Isto porque a tecnológica luso-britânica – que gere uma plataforma de comércio online que agrega marcas de roupa e acessórios de luxo, retalhistas e consumidores – já tinha lançado em abril os resultados preliminares para os meses de janeiro, fevereiro e março.

Os resultados desvendam já o impacto parcial do coronavírus nas operações, nos parceiros e nas decisões estratégicas da empresa – até porque apanham a altura em que o vírus alastrava na Ásia e começava a chegar à Europa –, mas só o próximo trimestre poderão mostrar com mais clareza qual o impacto da pandemia de covid-19. E, embora mercados como a Europa e a América do Norte tenham desacelerado no final do trimestre, “a Farfetch vai ter crescimento positivo no segundo trimestre”, num contexto em que o sector do luxo contrai 30%.