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Portugal mais corrupto

02.10.2009 às 16h31

Portugal desceu quatro lugares na lista dos países menos corruptos, enquanto Cabo Verde foi o único membro da CPLP que melhorou a posição no ranking.

Cabo Verde foi o único país da CPLP (Comunidade de Países de Língua e Expressão Portuguesa) que viu melhorada a sua classificação na lista de países menos corruptos, elaborada pela Transparência Internacional (TI), em que Portugal desceu quatro posições, de 28º para 32º.



No relatório anual referente a 2008, em que foram analisados 180 países, a seguir a Portugal (32ª), Macau (passou de 34º para 43º) e a Cabo Verde (passou de 49º para 47º), Brasil, Moçambique, Timor-Leste, Guiné-Bissau e Angola desceram no "ranking", que continua a ser liderado pela Dinamarca, Nova Zelândia e Suécia. 

CPLP sobe na lista

O Brasil desceu de 72º para 80º lugar, Moçambique do 111º para o 126º, São Tomé e Príncipe de 118º para 121º e Angola e Guiné-Bissau desceram ambos do 147º para o 158º.



No final da lista, a Somália é o país mais corrupto, seguido por Myanmar (Birmânia), Iraque, Haiti e Irão.



No relatório, em que os países são avaliados por um conjunto de critérios que, somados vão de 0 (muito corrupto) a 10 (livre de corrupção), Portugal obteve 6,1 pontos, seguido por Macau (5,4), Cabo Verde (5,1), Brasil (3,5), São Tomé e Príncipe (2,7), Moçambique (2,6), Timor-Leste (2,2), Angola e Guiné-Bissau (ambos com 1,9).



Dinamarca, Nova Zelândia e Suécia obtiveram 9,4 pontos, enquanto a Somália, última classificada, registou apenas 1 ponto.

Cabo Verde satisfeito

A posição de Cabo Verde no "ranking", em que a ONG estima o grau de corrupção do sector público a partir do parecer de empresários e analistas dos respectivos países, foi comentado já "com satisfação" pelo governo cabo-verdiano, tendo a porta-voz do executivo de José Maria Neves destacado os programas de combate à corrupção no arquipélago.



"É fruto de todo o esforço de boa governação que este executivo tem desenvolvido, em prol do desenvolvimento do país. As nossas instituições funcionam, temos um verdadeiro Estado de Direito Democrático, onde os direitos, liberdades e garantias são respeitados", realçou a ministra da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Janira Hopffer Almada.



"Estamos num bom patamar de crescimento e desenvolvimento e, como é natural, isso tem as suas consequências positivas, nomeadamente o baixo índice de corrupção, que comprova que o nível de vida da população cabo-verdiana vem melhorando e que explica as pontuações, em vários relatórios e análises, bastante positivas relativamente a Cabo Verde", acrescentou.