Imobiliário

Taxa de juro no crédito à habitação em dezembro atingiu o nível mais alto desde 2012

19 janeiro 2023 11:39

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Desde setembro de 2012 que a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação em Portugal não era tão elevada. Em dezembro subiu mais de 30 pontos-base, face ao mês anterior

19 janeiro 2023 11:39

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação em Portugal subiu para 1,898% em dezembro, uma subida superior a 30 pontos-base face a novembro (1,597%) e assim atingiu o valor mais elevado desde setembro de 2012, segundo mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quinta-feira. Desde abril que esta taxa sobe todos os meses.

Se olharmos apenas para os contratos celebrados nos últimos três meses o aumento é mais expressivo. Neste caso, a taxa de juro subiu de 2,365% em novembro para 2,715% em dezembro, indica ainda o gabinete estatístico.

A taxa de juro média inclui, além da aquisição de habitação, os juros para construção e reabilitação. Assim, se analisarmos apenas o financiamento de aquisição de habitação, “o mais relevante no conjunto do crédito à habitação” segundo o INE, a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 1,903% (mais 29,7 pontos base que em novembro). Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses para aquisição, a taxa de juro subiu 35 pontos base, para 2,722%.

A prestação média subiu para 299 euros, mais 11 euros que em novembro e mais 46 euros que em dezembro de 2021. Do total da prestação, 99 euros (33%) correspondem a pagamento de juros e 200 euros (67%) a capital amortizado.

Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação subiu para 536 euros (mais 29 euros).

O INE indica ainda que, no mês em análise, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 241 euros, fixando-se em 62.004 euros. E nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o montante médio do capital em dívida foi 130.202 euros, mais 1038 que em novembro.

No total de 2022, a média da taxa de juro fixou-se em 1,084%, mais 24,2 pontos base que em 2021. Já o capital médio em dívida aumentou 3833 euros, para 60.142 euros e a prestação média mensal aumentou 12,9% (31 euros), para 268 euros.