Economia

ISEG prevê crescimento da economia entre 1% e 2,2% este ano

24 janeiro 2023 13:23

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Segundo a síntese de conjuntura divulgada pelo ISEG, “para 2023, o crescimento da economia portuguesa deverá situar-se entre 1% e 2,2%”. Espera-se que o investimento possa crescer entre 3% e 4%

24 janeiro 2023 13:23

O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) prevê que a economia portuguesa cresça entre 1% e 2,2%, este ano, tendo como maiores riscos a evolução da guerra na Ucrânia e a inflação, segundo divulgado esta terça-feira.

Segundo a Síntese de Conjuntura, divulgada pelo ISEG, "para 2023, o crescimento da economia portuguesa deverá situar-se entre 1,0% e 2,2%, a que corresponde a uma previsão pontual central de 1,6%".

"Esta previsão tem como maiores fontes de risco a evolução da guerra da Ucrânia e o impacto e controlo da inflação", acrescentou a instituição.

Adicionalmente, espera-se que o investimento possa crescer entre 3% e 4%, que o consumo privado cresça de 0,5% a 1%, que a subida do consumo público corresponda ao do Orçamento do Estado aprovado (2,3%) e que o contributo da procura externa líquida venha a ser ligeiramente positivo.

"Em Portugal, na sequência da guerra na Ucrânia, do desenvolvimento do surto inflacionista e da subida das taxas de juro, o ano de 2022 terminou com os indicadores de confiança empresariais a atingirem mínimos do ano no quarto trimestre, ainda que no setor dos serviços e no setor do comércio a retalho os níveis sejam positivos e nos setores da indústria e da construção os níveis sejam negativos moderados", apontou o ISEG.

Acresce que, "entre os consumidores, o pessimismo continua mais arreigado, a níveis mais profundos e sem recuperação de relevo desde o início da guerra na Ucrânia", ainda que, na zona Euro, tenha havido uma melhoria do indicador de confiança dos consumidores e do indicador de sentimento económico nos dois últimos meses de 2022.

Segundo o ISEG, "os dados dos indicadores quantitativos disponíveis para o quarto trimestre de 2022 tornam provável que, em Portugal, durante o quarto trimestre, o crescimento em cadeia tenha sido positivo e se tenha situado entre 0,1% e 0,3%, sobretudo devido ao investimento (construção) e procura externa líquida".

A este crescimento em cadeia corresponde um crescimento homólogo de 2,9% a 3,2% e um anual de 6,7% em 2022, segundo as previsões da instituição.