Economia

ERSE aprova atualização do plano de investimento da E-Redes para a distribuição de eletricidade

10 janeiro 2023 11:02

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

paulo alexandre coelho

O regulador da energia deu “luz verde” à atualização do plano da E-Redes para a rede de distribuição de eletricidade, prevendo investimentos de 550 milhões de euros nos próximos três anos. Mas a ERSE deixa vários reparos

10 janeiro 2023 11:02

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) deu “luz verde” à atualização que a E-Redes fez ao plano de desenvolvimento e investimento na rede de distribuição de eletricidade (PDIRD-E) para o período de 2021 a 2025. A ERSE considera que “globalmente” as alterações propostas pela empresa “refletem as atuais necessidades” da rede.

O regulador publicou na segunda-feira o seu parecer favorável, que é o primeiro parecer a uma atualização de um plano de investimento já aprovado para a E-Redes. Os regulamentos do sistema elétrico preveem atualizações aos planos nos anos pares, atualizações essas sujeitas a parecer da ERSE, antes de o Governo se pronunciar no sentido de aprovar ou não os planos propostos pelos concessionários da rede (a E-Redes na distribuição e a REN no transporte).

O plano da E-Redes para o período de 2021 a 2025 tinha sido aprovado pelo Governo em junho de 2022, e a atualização agora avaliada pela ERSE mantém os valores globais de investimento (um total de 889 milhões de euros, dos quais 550 milhões de euros no triénio de 2023 a 2025).

A ERSE nota que a E-Redes nesta atualização “apenas introduz as mudanças que considerou necessárias para fazer face a alterações regulamentares e outras lacunas de rede que, entretanto, surgiram”.

Apesar da apreciação globalmente favorável, o regulador da energia deixa alguns reparos e recomendações.

Por um lado, a ERSE recomenda que “o modelo de previsão do consumo que suporte o próximo PDIRD-E seja aperfeiçoado, de modo a ser mais percetível a relação causa-efeito dos diferentes fatores que condicionem a evolução da procura”.

Esse aperfeiçoamento, realça o regulador, poderá “contribuir para um modelo dinâmico e flexível de planeamento e gestão das redes, previsto na nova lei de bases do setor elétrico”.

A ERSE diz ainda que os planos para a rede de distribuição devem “passar a ter uma perspetiva mais ativa e dinâmica, focando-se em programas de diferimento do consumo que permitam alisar pontas e diminuir o consumo”.

O regulador recomenda, por outro lado, que o próximo plano da E-Redes “inclua uma estimativa das datas de entrada em exploração dos investimentos, para melhor se estimar os impactes tarifários do plano”.

Entre as notas deixadas pela ERSE no seu parecer fica ainda o pedido de “um maior detalhe ao nível da fundamentação dos programas e subprogramas que foram alvo de alterações mais significativas ao nível dos montantes de investimento propostos”.