Economia

Imobiliário: inflação, juros altos e mais procura do que oferta vão marcar 2023

1 janeiro 2023 10:16

Vítor Andrade

Vítor Andrade

Coordenador de Economia

Para 2023, os especialistas já identificaram 53 negócios de imobiliário comercial que valem cerca de €2 mil milhões

getty images

O contexto de incerteza e de pressão inflacionista gera uma atitude de “esperar para ver”, porém, a falta de oferta estrutural não se esgota na habitação e estende-se aos escritórios e à logística

1 janeiro 2023 10:16

Vítor Andrade

Vítor Andrade

Coordenador de Economia

O mercado imobiliá­rio em 2023 vai ser marcado, acima de tudo, por dois fatores: o custo do dinheiro, tanto para quem investe na promoção imobiliária como para quem tem de se financiar para comprar casa, e, por outro lado, a inflação em geral, que continuará a limitar o poder de compra, para além de condicionar o custo dos fatores de produção.

Porém, quer no imobiliário comer­cial — sector de rendimento que engloba os escritórios, a logística, o retalho, entre outros — quer no sector residencial a falta de oferta no mercado é considerada transversal a quase todos os segmentos de atividade, segundo os analistas contactados pelo Expresso. Nesse âmbito, os escritórios e também a logística deverão ser os segmentos mais dinâmicos num ano que será marcado pela incerteza.