Economia

Filipa Mota Costa, diretora-geral da Janssen Portugal: “Muitos dos ensaios clínicos que fazemos em Espanha podiam estar cá”

31 dezembro 2022 10:58

Ana Sofia Santos

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Jornalista

Tiago Miranda

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Fotojornalista

Na opinião de Filipa Mota Costa, Portugal tem qualidade na execução dos estudos médicos, mas falta-nos previsibilidade nos prazos de entrega

Portugal podia estar a beneficiar dos ensaios clínicos que a indústria farmacêutica vai fazendo, defende a diretora-geral da Janssen Portugal: “Mais do que os custos, a indústria farmacêutica quer previsibilidade no tempo e qualidade na execução do ensaio clínico”, afirma Filipa Mota Costa

31 dezembro 2022 10:58

Ana Sofia Santos

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Tiago Miranda

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Os ensaios clínicos são para Portugal uma situação ganhadora: bons para a economia, para a indústria do conhecimento e para os doentes. Não é preciso investir, já que existem infraestruturas (hospitais) e investigadores com qualidade. As multinacionais que colocam aqui estes estudos pagam às instituições, os doentes portugueses têm acesso, em primeira mão e a custo zero, a inovação terapêutica e a nossa comunidade científica consolida a presença nas redes globais de conhecimento. Além disso, o sector da saúde e, em particular, o desenvolvimento clínico é uma atividade de elevado valor acrescentado para a economia nacional.

O contexto é dado por Filipa Mota Costa, diretora-geral da Janssen Portugal, filial da companhia farmacêutica de ponta que pertence à maior companhia de saúde do mundo, o gigante norte-americano Johnson & Johnson, cuja capitalização bolsista, em torno dos 463 mil milhões de dólares (€436 mil milhões ao câmbio atual), é quase o dobro do produto interno bruto do nosso país. Segue-se a pergunta óbvia: porque é que Portugal não aproveita? “Mais do que os custos, a indústria farmacêutica quer previsibilidade no tempo e qualidade na execução do ensaio clínico. Em termos de qualidade, Portugal entrega bem, mas nos prazos existe uma grande variabilidade nos tempos de recrutamento dos doentes, por exemplo”, indica a gestora, que se formou em Engenharia Química e, depois de um MBA (master in business administration) feito no Insead (França), entrou na esfera comercial. São duas décadas no sector farmacêutico, numa carreira sempre feita na Janssen, que lidera há seis anos e onde trabalham cerca de 200 pessoas.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.