Economia

AICEP angariou este ano 47 projetos de investimento em Portugal, um novo recorde

AICEP angariou este ano 47 projetos de investimento em Portugal, um novo recorde
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O número de projetos de investimento angariados em 2022 pela AICEP é um novo recorde depois do alcançado em 2021. A reconfiguração das cadeias de abastecimento ajudou a alcançar este marco

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) angariou 47 novos projetos de investimento em Portugal durante o ano 2022, que significam um investimento potencial total de 2,4 mil milhões de euros e mais de 7130 potenciais postos de trabalho, de acordo com um comunicado da instituição desta sexta-feira, 30 de dezembro.

O número de projetos de investimento angariados é um novo recorde depois do alcançado em 2021, de 41 clientes novos. A AICEP angariou assim "novos clientes a cada oito dias em 2022”, explicita a instituição.

O número de pedidos de informação ou apoio feitos junto da instituição cresceu, em 2022, 33% face ao ano homólogo.

Mais de 4400 dos 7130 novos postos de trabalho a nascer com estes projetos dizem respeito a “áreas relacionadas com as tecnologias de informação e desenvolvimento de software”, detalha a AICEP.

Por tipo de atividade, 66% dos novos projetos angariados pela AICEP diz respeito a centros de competências para as áreas de engenharia e desenvolvimento de software; 23% são de novas unidades industriais para áreas como a da eletrónica, automação, mobilidade e aeronáutica; 9% refere-se a centros de serviços partilhados; e 2% visam a aquisição de unidade industrial para expandir a atividade.

Por países de origem dos investidores, os novos projetos estão distribuídos da seguinte forma: 19% provêm dos Estados Unidos da América; 15%, do Reino Unido; 15%, da Suíça; 13%, da Alemanha; e 15%, do grupo de países nórdicos Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia. A AICEP nota ainda a existência de novos projetos de França, Bélgica e Países Baixos.

De acordo com o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, citado no comunicado, “o atual contexto geoeconómico reforçou a importância de algumas tendências: além da digitalização das atividades económicas, assistimos ao acentuar da regionalização das cadeias de valor”. “Estes processos continuarão a moldar a evolução do contexto de Investimento Direto Estrangeiro nos próximos anos”, disse.

O líder da agência salienta que “a evolução recente dos projetos de IDE (investimento direto estrangeiro) em Portugal tem-se inscrito numa tendência de nearshoring [aquisição de serviços mais próximos do local de quem os contrata] , nomeadamente para a prestação de serviços internacionalmente competitivos a partir do País” e que “a trajetória de reforço da competitividade internacional do País na última década deverá continuar a responder às exigências sempre renovadas do cenário concorrencial. O País está hoje no radar de muitas empresas internacionais e reúne as condições para capitalizar esta visibilidade”.

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