Economia

Banca: rácio de malparado cai para 3,2% e rentabilidade subiu em setembro

Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno. Foto Ana Baião
Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno. Foto Ana Baião
Ana Baiao

Indicadores do conjunto do sistema bancário apontam para melhorias. Rácio de malparado cai, rentabilidade do capital próprio sobe e solvabilidade melhora

O incumprimento dos créditos junto da banca tem diminuído e, por isso, no terceiro trimestre do corrente ano o rácio de empréstimos não produtivos bruto (NPL) também caiu 0,2 pontos percentuais para 3,2%.

Para isso contribuiu, no período em análise, a redução dos créditos não produtivos em 5%, sublinha o supervisor, liderado por Mário Centeno.

Dados do Banco de Portugal sobre a evolução do sistema bancário dão nota de que o rácio líquido de imparidades se situou em 1,5% o que corresponde a uma queda marginal de 0,1 pontos percentuais.

Por segmento, o rácio de malparado das empresas caiu 0,4 pontos percentuais para 7,2% e o rácio de malparado dos particulares registou uma redução menor de 0,1 pontos percentuais para 2,5%, revelam os dados do sistema bancário até setembro.

Rentabilidade em 8,3%

A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) no conjunto do sistema subiu entre janeiro e setembro para 8,3%, mais 2,9 pontos percentuais do que em igual período de 2021. Este indicador, para medir a capacidade da banca remunerar os acionistas, durante a pandemia caiu, mas está de novo a recuperar.

Também a rentabilidade do ativo (ROA) melhorou , situando-se em 0,66%, ou seja mais 0,2 pontos percentuais do que em igual período de 2021.

O Banco de Portugal sublinha que “a evolução da rendibilidade refletiu a diminuição das provisões e imparidades (contributo de +0,22 pp para o ROA) e o aumento da margem financeira (contributo de +0,19 pp para o ROA)”.

Com contributo positivo para as contas da banca está também a redução do custo de risco de crédito que caiu 0,16 pontos percentuais para 0,22%.

O rácio cost-to-income do sistema “diminuiu 3,4 pontos percentuais face ao período homólogo, situando-se em 49,9%”, o que se refletiu, diz o supervisor bancário, no "aumento do produto bancário - em menos 5,3 pontos percentuais- que superou o dos custos operacionais (contributo de mais 1,8 pontos percentuais).

Os indicadores até setembro revelam ainda uma redução dos rácios de solvabilidade tendo em conta a o não aumento de exposição ao risco.

“Os rácios de fundos próprios totais e de fundos próprios principais de nível 1 (CET 1) diminuíram 0,4 pontos percentuais, para 17,2% e 14,6%, respetivamente”, refere o Banco de Portugal.

E justifica: “para esta evolução contribuiu maioritariamente a diminuição dos fundos próprios, num quadro de ligeira redução do montante total das exposições em risco”.

Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail: IVicente@expresso.impresa.pt

Comentários

Assine e junte-se ao novo fórum de comentários

Conheça a opinião de outros assinantes do Expresso e as respostas dos nossos jornalistas. Exclusivo para assinantes

Já é Assinante?
Comprou o Expresso?Insira o código presente na Revista E para se juntar ao debate
+ Vistas