Economia

Prémios anuais de banqueiros caem até 50% em 2022. No limite, não recebem nada

22 dezembro 2022 8:07

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Os recrutadores estimam que os prémios anuais dos banqueiros, depois do grande aumento de 2021, caiam entre 30% a 50% em 2022. E há até quem possa não receber nada devido à crise que se instalou

22 dezembro 2022 8:07

Os banqueiros de Nova Iorque e Londres preparam-se para receber os prémios do final do ano. Se em 2021 houve um grande aumento dos mesmos, em 2022 os recrutadores estimam que fique entre 30% a 50% abaixo dos valores do ano passado, noticia a “Reuters”.

Há até alguns banqueiros que podem vir a não receber nada, devido à crise económica que se instalou ao longo do ano.

No ano passado, o setor distribuiu os maiores prémios desde 2006, devido à recuperação pós-pandemia. Mas este ano o ritmo de fusões e aquisições e ofertas de ações diminuiu drasticamente com o colapso dos mercados de financiamento de dívidas e a volatilidade do mercado de ações também afetou a atividade. As perspetivas de recessão também foram crescendo ao longo do ano, com a Reserva Federal e outros bancos centrais a aumentar agressivamente as taxas de juro para combater a inflação.

Segundo dados de uma empresa de recrutamento, citados pela agência de notícias, no Goldman Sachs o prémio médio deverá cair entre 40% a 45%, face a 2021, por exemplo. Já no Morgan Stanley e no JPMorgan deverá cair de 35% a 40%. Os bancos não comentaram.

Além do corte dos bónus, há receios que haja despedimentos, pois não foram poucos ao longo do ano. Como recorda a agência, ao longo do ano empresas como Morgan Stanley e Citigroup reduziram a força de trabalho. Também o Goldman Sachs o fez e planeia uma nova ronda de despedimentos no início de 2023.

No Reino Unido, o Barclays e o HSBC já começaram a cortar pessoal em áreas de banco de investimento com baixo desempenho.