Economia

Vendas da indústria transformadora em 2021 superaram em 2,9% os valores pré-pandemia

Vendas da indústria transformadora em 2021 superaram em 2,9% os valores pré-pandemia
Milos Dimic/ Getty Images

Em parte graças à inflação, os valores das vendas de produtos e serviços da indústria transformadora portuguesa em 2021 superaram os de 2019, o último ano livre do impacto da covid-19, segundo o INE

Os produtos e serviços vendidos nas indústrias transformadoras em Portugal cresceram 15% em 2021, face ao ano anterior, para os 96,8 mil milhões de euros, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira, 12 de dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Face a 2019, o último ano livre dos efeitos da pandemia da covid-19, o crescimento em termos nominais foi de 2,9%.

O crescimento homólogo, em termos nominais, representou um recuperação face à queda de 10,6% registada em 2020, ano em que as vendas nas indústrias transformadoras se cifraram nos 84,2 mil milhões de euros.

A contribuir para a variação positiva registada em 2021 esteve, em parte, a inflação, já que “o índice de preços na produção industrial registou um aumento homólogo de 8,7% em 2021”, segundo o INE.

Entre as indústrias que mais contribuíram para o crescimento homólogo estiveram “as atividades de “fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais, exceto produtos farmacêuticos”, com +1,9 p.p., seguindo-se as “indústrias metalúrgicas de base”, com +1,6 pontos percentuais, que foram também as que registaram maiores variações de preços na produção industrial em 2021 face a 2020 (+24,8% e +19,6%, respetivamente), detalha o INE.

Entre as cinco divisões com maior peso na indústria transformadora, e que representaram 45,3% do volume de negócios, “as de fabricação de veículos automóveis (-12,2%) e fabricação de coque e produtos petrolíferos (-9,1%) não recuperaram ainda os níveis de 2019”, segundo a autoridade estatística nacional.

“Os gasóleos e marine diesel e as outras partes e acessórios para veículos automóveis mantiveram-se como principais produtos produzidos, mas registaram decréscimos face a 2019 (-22,1% e -1,7%, respetivamente)”, indica ainda o INE.

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