Economia

China regista inflação mais baixa do mundo

9 dezembro 2022 10:25

tingshu wang/reuters

Em novembro, a taxa de inflação caiu para 1,6% na China, um mínimo desde março, revelou esta sexta-feira Pequim. É a mais baixa do mundo. O abrandamento deveu-se à redução da inflação na alimentação

9 dezembro 2022 10:25

A China é atualmente a economia com a mais baixa taxa de inflação no mundo. A variação homóloga (em relação ao mesmo mês do ano passado) de preços no consumidor em novembro desceu para 1,6%, o nível mais baixo desde março (1,5%), prosseguindo uma trajetória desinflacionária desde o pico em setembro (2,8%).

O abrandamento da inflação na China deveu-se a uma redução da subida de preços no sector alimentar, com a taxa respetiva a descer significativamente de 7% em outubro para 3,7% em novembro.

A meta de inflação média anual para 2022 foi fixada por Pequim em 3%, mas nos onze meses já decorridos a média está em 2%.

A divulgação do nível mais baixo de inflação desde março coincide com o recuo político de Pequim na política de covid-zero, suavizando as regras draconianas do controlo da pandemia que já vai em mais de três anos de duração na China.

Com uma inflação tão baixa, apesar dos dois pequenos cortes (15 pontos-base) já realizados este ano nos juros pelo banco central, o Banco Popular da China, a taxa diretora de 3,65% está acima da inflação média, o que significa que a política monetária chinesa está em terreno “restritivo”, apesar dos cortes.

A taxa de juro real é positiva e situa-se pouco abaixo de 2%. Terreno restritivo significa que a política monetária chinesa não é atualmente expansionista.

Nas sete economias com as mais baixas taxas de inflação do mundo, inferiores a 4%, incluem-se duas economias desenvolvidas (Japão, com 3,7%, e Suíça com 3%) e duas economias emergentes do G20 (Arábia Saudita, com 3%, e China, com 1,6%). As restantes são Maldivas (2,94%), Bahrain (3,8%) e Bolívia (3,9%), segundo os dados mais recentes disponíveis para outubro ou novembro.