Economia

“Petite histoire muito mal construída”: a resposta de Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal, ao livro de Carlos Costa

2 dezembro 2022 22:24

Fernando Medina ao lado de Mário Centeno e Luís Máximo dos Santos

antónio pedro santos/lusa

Máximo dos Santos fala em “lealdade institucional” em respostas sobre o livro do ex-governador do Banco de Portugal, e diz não pedir mais ao Estado para Novo Banco

2 dezembro 2022 22:24

Luís Máximo dos Santos acabou de ser reconduzido por Fernando Medina para um novo mandato como vice-governador, após ter sido indicado pela primeira vez para o cargo em 2017, mas é a sua chegada à administração do Banco de Portugal (BdP), em 2016, que é referida no livro com as memórias de Carlos Costa. Refere a obra que era “uma escolha inevitável”, porque, na ótica do ex-governador, “Máximo dos Santos era uma espécie de carta marcada pelo primeiro-ministro.”

“Só posso interpretar a referida afirmação como uma espécie de ‘petite histoire’ muito mal construída, pois falta-lhe a própria ‘história’ em si”, responde o reempossado vice-governador a perguntas colocadas por escrito pelo Expresso sobre o novo mandato, deixando até uma lembrança: “Em 3 de agosto de 2014, num dos momentos mais críticos da história recente do BdP, foi de mim que a administração liderada pelo ex-governador Carlos Costa se lembrou para presidir ao BES resolvido, o que só posso interpretar como uma demonstração de elevada confiança na minha pessoa.”