Economia

Comércio de mercadorias no G20 cai pela primeira vez em dois anos

22 novembro 2022 11:00

foto getty images

O valor do comércio de mercadorias no G20, medido em dólares americanos, caiu pela primeira vez em dois anos, indica a OCDE. Exportações caíram 1,3% e importações 1,1%

22 novembro 2022 11:00

O valor do comércio de mercadorias no G20 (grupo que denomina as 20 maiores economias do mundo), caiu no terceiro trimestre do ano. É a primeira vez em dois anos que este indicador cai, indica, em comunicado, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

“Em dólares americanos atuais, as exportações e importações contraíram 1,3% e 1,1%, respetivamente, à medida que a procura global começou a abrandar e a maioria dos preços das mercadorias recuou em relação aos seus picos”, nota a organização.

Esta tendência foi acentuada pela queda dos preços do petróleo, que se fez sentir particularmente nas exportações de mercadorias na América do Norte, sendo que os Estados Unidos e o México registaram na mesma um crescimento, mas mais lento do que nos trimestres anteriores.

A OCDE indica ainda que, na União Europeia, quer as exportações quer as importações diminuíram, e no Reino Unido apenas as importações caíram, mas foi uma queda acentuada (perto de 10%). Já na Ásia Oriental, as exportações caíram no Japão e Coreia, mas recuperaram na China.

"É demasiado cedo para tirar quaisquer conclusões concretas, contudo este último desenvolvimento no comércio de mercadorias do G20 merece um maior acompanhamento, uma vez que a economia global enfrenta múltiplos desafios, incluindo o aperto monetário, a diminuição dos preços das mercadorias, e o abrandamento da procura", disse o responsável de estatística da OCDE, Paul Schreyer, citado na nota.

A OCDE refere ainda o comércio de serviços, que no G20 abrandou no período em análise. Segundo a nota, estima-se “que o crescimento das exportações tenha estabilizado em 0,3% e que as importações tenham crescido 1,7%” o que compara com as taxas mais elevadas registadas no segundo trimestre de 2022 (1,3% e 2,3%, respetivamente).