Economia

Sem grandes empresas, o "Portugal dos Pequeninos" não vai "superar a questão do desenvolvimento económico"

O Ministro da Economia, António Costa Silva, tutela o IAPMEI e as Agendas do PRR
O Ministro da Economia, António Costa Silva, tutela o IAPMEI e as Agendas do PRR
NUNO BOTELHO

"Sem grandes empresas”, acrescentou o o ministro da Economia, “não vamos sair dos paradigmas habituais de investimento”

Em Portugal deve ser promovida a consolidação entre empresas, diz o ministro da Economia e do Mar no Parlamento. Porque ausência de grandes empresas é um problema que impossibilita o desenvolvimento económico do País, preso ao que chamou “a síndrome de Portugal dos Pequeninos”.

Na audiência parlamentar no âmbito da análise na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2023, António Costa Silva sublinhou que uma grande prioridade da estratégia do Governo é “fomentar a consolidação do tecido empresarial português”. Isto porque “o país não vai superar a questão do desenvolvimento económico se não sair da síndrome do “Portugal dos Pequeninos”. "Sem grandes empresas”, acrescentou, “não vamos sair dos paradigmas habituais de investimento”.

2023, vaticinou, “espero que seja o ano da recapitalização das empresas, para recuperarem os capitais próprios, para se mudar o paradigma de financiamento das empresas”, atualmente baseado no credito bancário.

Para tal, mencionou os programas do Banco Português de Fomento (BPF) que visam “o reforço dos capitais próprios das empresas, a questão da solvência”, e “facultar ao mercado acesso a instrumentos de capital e de não capital”, e “o programa de consolidação, que esperemos que tenha mais dinamismo e agressividade” nas próximas versões.

Em resposta às críticas do PSD sobre os atrasos do BPF na execução dos programas, Costa Silva disse que “as medidas que tomámos em relação ao BPF para tentar melhorar a performance do banco foi dar um novo dinamismo ao Conselho de Administração”, com “uma chairperson e uma presidente da comissão executiva”, Celeste Hagatong e Ana Carvalho, já com luz verde do Banco de Portugal.

“Penso que brevemente o novo conselho de administração vai tomar posse e vai começar a trabalhar”, acrescentou, “e já estamos a fazer a transição de pastas”.

A adesão baixa, disse o ministro, “tem a ver com o desenho dos programas”. “A instrução que vamos dar à nova administração é para trabalhar mais perto do tecido empresarial”.

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