Economia

Crédito à habitação prosseguiu em setembro tendência de desaceleração

Crédito à habitação prosseguiu em setembro tendência de desaceleração
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A concessão de crédito à habitação em Portugal desacelerou em setembro face a agosto, segundo dados do Banco de Portugal. Em agosto o crescimento foi de 4,6%, no mês seguinte cifrou-se nos 4,4%

O crédito à habitação concedido pelos bancos a operar em Portugal cresceu 4,4% em setembro face ao mês homólogo, um ritmo de subida que desacelerou pelo segundo mês consecutivo, divulgou o Banco de Portugal (BdP) esta quarta-feira, 26 de outubro. Em agosto a taxa de crescimento foi de 4,6%.

O montante total de crédito à habitação alcançou, no final de setembro, os 100 mil milhões de euros, numa subida de 200 milhões de euros face a agosto e ultrapassando a barreira dos 100 mil milhões pela primeira vez desde junho de 2015, segundo o banco central português.

No que toca ao crédito ao consumo, este cifrou-se nos 20,7 mil milhões de euros em setembro, um crescimento de 200 milhões de euros face ao mês anterior.

A subida homóloga foi de 6,3%, com o ritmo de crescimento na concessão de empréstimos a aumentar face a agosto, mês em que se registou uma subida de 5,9%.

O BdP especifica que, em setembro deste ano, “o rácio de empréstimos sobre depósitos de particulares foi de 71%, ou seja, por cada 100 euros de depósitos de particulares, os bancos tinham concedido 71 euros de empréstimos a particulares. Este indicador atingiu o seu valor máximo em maio de 2007 (129%) e, desde maio de 2013, que se situa abaixo de 100%”.

Na zona euro, “apenas três países — Países Baixos, Eslováquia e Finlândia — têm este rácio acima dos 100%, e que o valor para Portugal é muito próximo da média da área euro”, acrescenta.

No que toca ao crédito às empresas, este teve, em setembro, uma taxa de variação homóloga de 1,4%, alcançando o montante de 76,6 mil milhões de euros. Em agosto, o ritmo de crescimento fora de 1,5%.

No que toca a depósitos, o BdP avança que, em setembro, os depósitos de particulares foram de 181,3 mil milhões de euros, ao passo que os das empresas cifraram-se nos 64,3 mil milhões de euros.

Nas comparações em cadeia e homólogas, “os depósitos de particulares reduziram-se 0,1 mil milhões de euros relativamente a agosto, mas cresceram 6,9% em relação a setembro de 2021”, segundo o banco central.

Já a nível empresarial, os depósitos “decresceram 0,5 mil milhões de euros por comparação com o mês anterior, tendo crescido 9,3% relativamente a setembro de 2021, o que representa uma desaceleração pelo sexto mês consecutivo.”

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