Economia

Fernando Neves de Almeida, presidente da Boyden: "Para quem quer fazer carreira, teletrabalho não é compatível”

9 outubro 2022 19:58

Cátia Mateus

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José Fernandes

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Fotojornalista

Fernando Neves de Almeida defende a profissionalização do recrutamento para altos dirigentes da Administração Pública

Em entrevista ao Expresso, o presidente da empresa de recrutamento de executivos Boyden avisa sobre os riscos que o teletrabalho coloca a quem quer chegar ao topo e defende o recrutamento profissional de altos quadros do Estado

9 outubro 2022 19:58

Cátia Mateus

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José Fernandes

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Há três décadas que Fernando Neves de Almeida, o presidente da Boyden Portugal, identifica executivos para cargos de topo. Pouco coisa mudou na sua atividade. A aplicação das práticas de recrutamento profissional a altos cargos públicos, que há muito defende, continua por concretizar e persistem barreiras culturais na profissionalização da gestão em empresas familiares. A estes junta-se um novo desafio, o do teletrabalho que, diz, não é compatível com a ambição de quem quer chegar ao topo.

A forma como se recrutam líderes de topo mudou com a pandemia?

Não. Nós não fomos impactados como o recrutamento generalista. Quem recruta cargos de topo, normalmente, conhece as pessoas ou quem pode dar referências sobre elas. Houve uma coisa que mudou: antes da pandemia, a maioria das conversas que tinha eram frente a frente e passaram para o Teams ou Zoom.