Economia

Lucros da Glintt crescem 21,5% no primeiro semestre para 1,68 milhões de euros

9 setembro 2022 19:37

tiago miranda

Os negócios internacionais impulsionaram os lucros da tecnológica Glintt, que aumentaram 21,5% no primeiro semestre de 2022

9 setembro 2022 19:37

Os lucros da tecnológica Glintt cresceram 21,5% no primeiro semestre deste ano, para 1,68 milhões de euros, tendo aumentado o volume de negócios na área internacional, adiantou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com a mesma nota, “o volume de negócios consolidado da Glintt no 1.º semestre de 2022 ascendeu a 56,3 milhões de euros, que comparado com os 50,8 milhões de euros verificados no período homólogo de 2021 representa um crescimento de 10,8%”.

Assim, “o crescimento do volume de negócios no mercado nacional foi de 4%, tendo o mercado internacional registado um crescimento de 32%”, referiu, explicando que “este aumento no mercado internacional resulta quer da contribuição das duas empresas adquiridas em 2021 em Espanha – Concep e Farmatools –, quer de crescimento orgânico nas áreas de Farmácia e da Nexllence”.

Na mesma nota, o grupo indicou que nos primeiros seis meses de 2022 obteve um resultado operacional bruto (EBITDA) de cerca de 9,4 milhões de euros, o que "representa um aumento de 18,1%, face ao período homólogo de 2021”, destacando que esta performance “resulta não só do aumento do volume de negócios verificado, mas também da melhoria na margem EBITDA (de 15,6% para 16,7%), fruto do forte empenho da Glintt na obtenção de maior eficiência operacional e da melhor adequação da oferta comercial aos clientes”.

Assim, no primeiro semestre de 2022, os resultados líquidos da Glintt ascenderam a 1,686 milhões de euros, “representando um crescimento de 21,5% face a igual período de 2021”, indicou, garantindo que, “para este resultado, contribuiu essencialmente a melhoria na margem operacional”.

A empresa revelou ainda que “mantém uma estrutura de capitais em linha com os anos anteriores, o que se reflete num rácio de autonomia financeira de 40,7%”.

“A dívida líquida do grupo a 30 de junho de 2022 ascendia a cerca de 39,7 milhões de euros, traduzindo uma redução de 2,9 milhões de euros face a 31 de dezembro de 2021 (42,6 milhões de euros)”, referiu também o grupo.

A empresa explicou que “o início do ano de 2022 trazia a expectativa de um retomar do crescimento económico nos mercados onde a Glintt atua – Portugal e Espanha, após dois anos marcados pela pandemia da covid-19”, mas “estes primeiros seis meses do ano foram marcados pela instabilidade dos mercados financeiros, assistindo-se a aumentos da inflação e das taxas de juro”.

Por outro lado, “o início do confronto militar originado pela invasão do território da Ucrânia pela Rússia, iniciado a 24 de fevereiro, marcou o primeiro semestre de 2022, aumentando o clima de instabilidade e incerteza na evolução do conflito e as possíveis consequências para a economia mundial”.

Ainda assim, “e com a informação disponível à data, não se perspetivam, neste momento, impactos diretos negativos relevantes na atividade da Glintt, apesar de ser expectável uma diminuição do crescimento económico face às expectativas do início do ano”.