Economia

Inflação abranda para 10,2% em julho nos países da OCDE

6 setembro 2022 11:13

Foto: Getty Images

Inflação abranda graças a queda dos preços da energia. Porém, inflação subjacente, que exclui energia e alimentação, acelera, sinalizando a transmissão do aumento dos preços para outras áreas da economia

6 setembro 2022 11:13

A inflação nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) abrandou para os 10,2% em julho graças à queda dos preços da energia, anunciou esta terça-feira, 6 de setembro. O recuo foi face aos 10,3% registados em junho e representa a primeira queda desde novembro de 2020, segundo a organização que engloba 38 países.

A correção dos preços da energia no mês em questão foi a responsável pelo abrandamento, com a inflação dos preços dos produtos energéticos nos países da OCDE a abrandar para 35,3% em julho face a 40,7% em junho. Segundo o comunicado da organização, 28 dos 38 países registaram quedas nos preços destes produtos em julho.

Em contraciclo estiveram os preços dos bens alimentares, que continuaram a tendência altista. Em julho, a taxa de inflação da alimentação nos países da OCDE foi de 14,5%, face a 13,3% em junho.

A inflação subjacente, que exclui estes dois elementos pela sua volatilidade, acelerou para os 6,8% em julho na OCDE face a 6,5% em junho, sinalizando a transmissão dos custos da energia ao resto da economia.

Segundo a OCDE, o número de países com taxas de inflação acima dos 10% aumentou, em julho, de 13 para 15 face ao mês anterior.

Nos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) a taxa de inflação foi de 7,6% em julho, abrandando face aos 7,9% do mês anterior. Todos os países do G7 registaram um abrandamento da inflação na energia, excepto o Reino Unido, que tem registado enormes aumentos nos preços da energia no retalho.

Segundo a OCDE, a inflação subjacente (que exclui bens alimentares e energia) foi o principal contributo para o índice geral de preços no consumidor no Canadá, no Reino Unido, e nos Estados Unidos. Em França, na Alemanha, em Itália e no Japão a energia e a alimentação foram, em conjunto, as componentes que mais contribuíram para o acelerar da inflação em julho.

Na zona euro, o índice harmonizado de preços no consumidor aumentou para 8,9% em julho face a 8,6% em junho devido ao aumento dos preços nos bens alimentares e ao acelerar da inflação subjacente, que acabaram por eliminar o abrandamento provocado pela queda dos preços da energia nos mercados internacionais.

Já no G20, a OCDE estima uma taxa de inflação de 9,2% em julho, mantendo-se estável face a junho.