Gasóleo deverá voltar a subir na próxima semana e gasolina irá ficar mais barata
Combustíveis rodoviários deverão ter evoluções distintas na próxima segunda-feira, com o gasóleo a ficar mais caro e o preço da gasolina a baixar
Combustíveis rodoviários deverão ter evoluções distintas na próxima segunda-feira, com o gasóleo a ficar mais caro e o preço da gasolina a baixar
Editor de Economia
Se tem carro a gasóleo, prepare-se para mais um agravamento da fatura na próxima semana, já que a atualização semanal de preços de venda ao público deverá traduzir-se num aumento de 6 cêntimos por litro, considerando a evolução da cotação média do gasóleo nos mercados internacionais até esta quinta-feira.
Segundo fonte do setor consultada pelo Expresso, a gasolina terá a evolução inversa, sendo expectável uma descida do preço final deste combustível da ordem dos 4 cêntimos por litro na próxima semana, embora a atualização esteja ainda dependente da evolução das cotações esta sexta-feira e de uma possível mexida no ISP por parte do Governo.
Atualmente, a nível nacional, o preço médio da gasolina simples 95 está nos 2,169 euros por litro, ao passo que o preço médio do gasóleo é de 2,04 euros por litro, de acordo com os dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), relativos a esta quinta-feira, 16 de maio.
A confirmar-se a variação projetada para segunda-feira, o preço do gasóleo ficará a apenas três cêntimos por litro de distância do preço da gasolina.
A variação dos preços dos combustíveis continua, assim, a refletir um mercado sob pressão em especial no segmento do gasóleo, com as margens de refinação a aumentar, por via não só da subida da matéria-prima mas também da limitada capacidade de refinação em algumas geografias.
Esta sexta-feira o futuro do brent (petróleo de referência no mercado europeu) para entrega em agosto ronda os 120 dólares por barril, ligeiramente abaixo dos 123 dólares que chegou a atingir na semana passada.
Uma análise publicada na passada terça-feira pelo banco de investimento Goldman Sachs, à qual o Expresso teve acesso, enfatizava o potencial de valorização de algumas empresas europeias de refinação, sobretudo pela subida das margens de refinação, associada à maior valorização de alguns produtos, em especial o gasóleo.
Com os Estados Unidos da América a entrar na chamada driving season, período que coincide com uma maior procura de combustíveis rodoviários, e com o fornecimento de produtos petrolíferos russos constrangido pelos vários embargos internacionais, os preços dos combustíveis mantêm-se sob pressão, pressão essa que é tanto maior quanto mais limitada esteja a capacidade de refinação de uma dada geografia.
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