Economia

Vinci fecha compra de ativos da espanhola ACS por 4,9 mil milhões

31 dezembro 2021 16:43

O grupo francês Vinci explora em Portugal os aeroportos e as duas pontes sobre o Tejo em Lisboa.

charles platiau

A unidade adquirida é a ACS Industrial Services, que está presente em cerca de 50 países e emprega 45.000 trabalhadores

31 dezembro 2021 16:43

O grupo francês Vinci, que em Portugal detém a ANA – Aeroportos, selou esta sexta-feira a compra da unidade industrial, que inclui parte do negócio de energia, da empresa de infraestruturas espanhola ACS - Actividades de Construccion y Servicios, numa transação de 4,9 mil milhões de euros, comunicada esta sexta-feira ao mercado.

A operação proporciona ao grupo ACS uma mais-valia de 2,9 mil milhões de euros.

A unidade adquirida é a ACS Industrial Services, que está presente em cerca de 50 países e emprega 45.000 funcionários. Esta obteve uma média de receitas acima dos 6 mil milhões de euros nos últimos três anos, aponta o jornal espanhol "Cinco Días".

O “cheque” que fica do lado da ACS inclui os 4,2 mil milhões em que está avaliada e mais de 700 milhões de dinheiro em caixa. A isto, soma-se a entrega, por parte da Vinci, de até 600 milhões de euros nos próximos sete anos.

A operação já havia sido noticiada no passado mês de abril, e esperava-se que fosse formalizada no final deste ano. A aquisição será financiada através de capital que a Vinci tem disponível mas também linhas de crédito. A Vinci e a ACS criaram ainda uma parceria para adquirir “ativos renováveis maduros”, num veículo controlado em 51% pela primeira.

O presidente da Vinci, Xavier Hiuillard, classificou a aquisição como “uma oportunidade única” para se tornar um “ator global” na contratualização de energia e no desenvolvimento de projetos renováveis.