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Sai Jack Dorsey, entra Parag Agrawal. Será que o Twitter se reinventa?

Jack Dorsey
Jack Dorsey
Fairfax Media/Getty Images

A rede social que mais influência exerce sobre as elites politizadas - mas que se revelou pouco rentável - vai mudar de líder. Com a morte de Steve Jobs, a "reforma" de Bill Gates, e saídas como as de Sergey Brin, Larry Page e Jeff Bezos, é mais uma página que se vira em Sillicon Valley. As bolsas estão a receber bem a notícia

Corria o mês de novembro de 2009 e as ruas das maiores cidades do Irão tinham sido tomadas por multidões em repúdio contra a eleição de Mahmoud Ahmadinejad. O denominado Movimento Verde pouco ou nada tinha de previsível – e sem redes sociais nunca teria existido. Na Costa Oeste dos EUA, não faltava quem desse vivas à influência alcançada num estado classificado como inimigo, mas as rotinas também indicavam, sem qualquer pretensão de mudar a história mundial, que era chegada a hora de suspender o Twitter para manutenção técnica. Um grande passo para um técnico de informática, e um enorme passo atrás nos protestos que faziam tremer o regime dos aiatolas. Até que Jared Cohen, antigo executivo de Silicon Valley convertido em estratega do Departamento de Estado dos EUA, decide tentar a sorte junto de alguém conhecido. E depressa chegou a Jack Dorsey, o fundador do Twitter e menino bonito de Silicon Valley.

Na altura, o Twitter ainda tinha o limite dos 140 carateres decalcado dos SMS, que curiosamente também haveriam de deixar de ter, mais tarde, esse limite – mas ninguém duvidava de que era o que de mais parecido havia com um sistema sensorial do mundo. Ou pelo menos da Internet. Alguém tinha uma crítica ao governo? Twitter. Alguém fazia uma piada de uma celebridade? Twitter. Alguém queria apresentar um novo investimento ou ideia revolucionária? Twitter.

A influência no ideário mundial era inegável – mas não dominava todos os quadrantes. Alguém tinha ido jantar a um restaurante fino? Facebook. Alguém queria mostrar a foto das férias? Facebook. Alguém queria começar a vender bolos ou bordados? Facebook.

Sem pompa nem circunstância o tratado de Tordesilhas das redes sociais estava firmado: Twitter com os influenciadores políticos, marqueteiros e viciados em notícias; e o Facebook com todas a minudências e pequenos dramas individuais do dia-a-dia, apesar de manter também alguns enclaves de política e marketing – ainda que num tom sempre bastante mais inflamado, com o suporte da quase inexistência de limite para o texto ou a inserção de imagens. E por isso Cohen não hesitou na hora de pedir os préstimos de Dorsey.

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