Economia

Apoio aos trabalhadores despedidos da central do Pego disponível até final de 2022

30 novembro 2021 7:22

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

antónio pedro santos/lusa

Ministro do Ambiente apresenta esta terça-feira medidas para compensar o impacto negativo da transição energética, nomeadamente no emprego. Matos Fernandes diz ao Expresso haver uma empresa que quer contratar 100 pessoas em Abrantes até ao verão de 2022

30 novembro 2021 7:22

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, assegura que o apoio que o Estado disponibilizará aos trabalhadores afetados pelo encerramento da central a carvão do Pego, em Abrantes, "ficará certamente disponível até final do próximo ano", embora em setembro tenha de ser reavaliado.

Este apoio custará um máximo de 3 milhões de euros por ano (suportados pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional e pelo Fundo Ambiental), de acordo com Matos Fernandes, que lembra que o funcionamento da central do Pego custava 100 milhões de euros aos consumidores de eletricidade por via do seu contrato de aquisição de energia (CAE).

Matos Fernandes estará esta terça-feira em Abrantes numa sessão de apresentação de medidas para uma transição energética justa, parte das quais passam pela antecipação de até 90 milhões de euros de verbas do Fundo para uma Transição Justa (FTJ).

O governante indicou ao Expresso que na manhã de segunda-feira teve uma reunião com sindicatos representativos de trabalhadores da central do Pego que "correu muito bem". E explicou que na referida central, que já deixou de produzir, já há um balcão do IEFP para auxiliar os trabalhadores quanto ao seu futuro.

O apoio de até 3 milhões de euros por ano visa garantir que os trabalhadores que fiquem sem emprego devido ao fecho do Pego possam manter os seus rendimentos enquanto não encontrarem novos trabalhos e enquanto fizerem ações de formação.

"Até final de fevereiro a formação é relativamente genérica, mas após fevereiro já vamos conhecer o futuro do Pego e poder ter ações de formação mais específicas", referiu João Pedro Matos Fernandes.

A empresa que explora a central do Pego, a Pegop, conta com cerca de 60 trabalhadores diretos (a central emprega no total 150 pessoas), dos quais aproximadamente metade a empresa quer manter no curto prazo. Mas houve 28 que já receberam cartas de despedimento, segundo o ministro do Ambiente.

Há ainda outro grupo de 60 trabalhadores que pertencem a quatro empresas, com as quais a Pegop decidiu rescindir contratos, com efeitos a partir de 1 de janeiro. Também para esses funcionários os apoios ao rendimento e à formação estarão disponíveis.

Há empresa interessada em contratar 100 pessoas

De acordo com o ministro do Ambiente, há já uma empresa interessada em investir na região de Abrantes que pode vir a acolher boa parte dos trabalhadores do Pego.

"Há uma empresa que quer contratar 100 trabalhadores formados até ao verão de 2022", apontou o governante ao Expresso.

Matos Fernandes revelou também que esta terça-feira será publicado um aviso para a recolha de intenções de investimento na região do Médio Tejo, para efeito de distribuição de apoios públicos, aviso esse que estará aberto até 17 de dezembro.