Economia

"É urgente fechar uma solução para a expansão aeroportuária de Lisboa", defende o presidente da ANAC

13 outubro 2021 15:55

Luís Ribeiro defende que o país não pode adiar mais a solução para a construção de uma nova infraestrutura aeroportuária, adiantando que a ANAC participará no processo de avaliação estratégica

13 outubro 2021 15:55

Concluído o mandato de seis anos como presidente do regulador do sector da aviação, Luís Miguel Ribeiro, apelou esta quarta-feira no Portugal Air Summit, em Ponte de Sôr, a que o país tome urgentemente "decisões estratégicas inadiáveis" e uma delas é a construção de uma nova infraestrutura aeroportuária. Na abertura do encontro ibérico, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já tinha dito que era preciso concluir o processo de decisão relativamente à localização do novo aeroporto de Lisboa.

"É urgente fechar uma solução para a expansão aeroportuária da região de Lisboa. Este projeto de envergadura nacional é estruturante para o país e não pode ser adiado", afirmou Luís Ribeiro, na sua intervenção no Portugal Air Summit, que decorre em Ponte de Sôr até 17 de outubro. Em cima da mesa para a nova localização estão três cenários: Humberto Delgado, com o Montijo como aeroporto complementar; Humberto Delgado como complementar e com o Montijo como infraestrutura principal; e Campo de Tiro de Alcochete. O presidente do regulador sublinhou que as estatísticas apontam para que o tráfego retome em 2024 aos valores de 2019.

A ANAC, salientou Luís Miguel Ribeiro, participará no processo de avaliação estratégica lançado pelo governo e "contribuirá com a sua experiência e conhecimento técnico nas discussões que se seguirão, assumindo a sua responsabilidade enquanto entidade reguladora". O ainda presidente da ANAC alerta que uma das questões fundamentais que terá de ser analisada "será a capacidade e as características que esta infraestrutura precisará de incorporar para acomodar os requisitos de toda uma geração e de aeronaves movidas a hidrogénio ou combustíveis verdes, que previsivelmente entrarão ao serviço durante a próxima década".