Economia

António Mendonça avança com candidatura à Ordem dos Economistas

8 julho 2021 17:34

andré kosters/lusa

António Mendonça, professor do ISEG e antigo ministro das Obras Publicas, Transportes e Comunicações de José Sócrates lidera plataforma eleitoral "Um projeto para o futuro". Atual presidente da Ordem dos Economistas, Rui Leão Martinho, ainda não decidiu se avança para as eleições, mas admite que "é uma possibilidade"

8 julho 2021 17:34

As eleições para a Ordem dos Economistas só se devem realizar em dezembro, mas já mexem. António Mendonça, professor catedrático do ISEG e antigo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no segundo Governo socialista de José Sócrates é candidato a bastonário, apurou o Expresso.

Mendonça, que preside à direção da Delegação Regional do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas, lidera a plataforma eleitoral "Um projeto para o futuro". Questionado pelo Expresso sobre os nomes que o irão acompanhar na lista que se vai candidatar à direção nacional da Ordem, declinou comentar, porque "não está fechado". Contudo, adiantou que "o projeto tem a concordância dos membros que integram a Direção Regional do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas.

Recorde-se que essa direção conta com António Rebelo de Sousa e Paulo Correia como vogais efetivos, e com Miguel Reis da Fonseca, Rosa Borges como vogais suplentes.

Membro fundador da Associação Portuguesa de Economistas, que mais tarde deu lugar à Ordem dos Economistas, António Mendonça disse ao Expresso que "consideramos que se vive um período importante em Portugal, que coloca desafios à Ordem". Por isso, "é o momento para uma proposta que procure dotar a Ordem dos instrumentos necessários". O objetivo é responder a um duplo desafio: responder aos desafios que se colocam aos economistas; e que a Ordem dê o seu contributo para a recuperação da economia.

No seu manifesto, esta plataforma eleitoral aponta três eixos fundamentais de intervenção. O primeiro é o do reforço da identidade, coesão e prestígio da classe profissional dos economistas, propondo a criação de um gabinete de apoio à inserção e valorização profissional dos jovens economistas.

O segundo eixo é o do relacionamento com a sociedade, com esta plataforma a propor a criação no seio da Ordem de um Observatório da Recuperação Económica e Desenvolvimento Sustentável.

O terceiro eixo passa pelo relacionamento institucional, sendo uma das propostas da plataforma liderada por António Mendonça a organização de um encontro de economistas dos dois países ibéricos, que debata as relações entre Portugal e Espanha no quadro da discussão sobre o futuro da Europa.

Candidatura de Rui Leão Martinho "é uma possibilidade"

Quanto ao atual presidente da Ordem dos Economistas, Rui Leão Martinho, adiantou ao Expresso que, segundo os estatutos, ainda pode recandidatar-se, tal como os membros da direção que o acompanham na liderança da Ordem.

Mas a decisão ainda não está tomada. "Vou reunir com a minha direção até final de julho para decidir se avançamos para recandidatura", adiantou ao Expresso. E revelou que "é uma possibilidade".

As eleições para a direção nacional da Ordem dos Economistas realizam-se de quatro em quatro anos, sendo 2021 ano de eleições. Habitualmente, as eleições realizam-se em dezembro e a direção toma posse no primeiro dia útil de janeiro seguinte.

Para este ano, o calendário eleitoral ainda não está formalmente definido. "Vamos reunir a direção nacional para definir o calendário e os prazos para apresentação de candidaturas", explicou ao Expresso Rui Leão Martinho, adiantando que "iremos publicar o regulamento eleitoral até final de julho".