Economia

Caso Archegos: como o Credit Suisse enfrenta o problema

6 abril 2021 13:12

arnd wiegmann/reuters

4 mil milhões de euros é o valor que o Credit Suisse avança para acautelar perdas relativas ao caso Archegos

6 abril 2021 13:12

O Credit Suisse anunciou esta terça-feira que vai fazer uma amortização de 4,4 mil milhões de francos suíços (€4 mil milhões de euros ) na sequência da exposição à Archegos Capital Management. O objetivo é fazer face às perdas esperadas devido à liquidação deste fundo mas o banco vai também implementar algumas alterações no grupo, incluindo o despedimento de dois quadros, um corte nos dividendos e a suspensão da compra de ações próprias.

Com o colapso do fundo Archegos, o banco antecipa uma perda de mais de 800 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. adiantando que o esforço para equilibrar as contas passa por um corte nos dividendos, de 29 cêntimos por ação para 10 cêntimos.

Em comunicado divulgado esta terça-feira e citado pela Agência Reuters, o segundo banco da Suiça, sob o efeito dos problemas causados pelo colapso do fundo Archegos, anuncia a saída de Brian Chin, que liderava o banco de investimento, e de Lara Warner, líder do departamento de risco.

Considerando "inaceitáveis as perdas significativas" decorrentes deste caso, o CEO do Credit Suisse, Thomas Gottstein, prometeu tirar "lições sérias" do caso Archegos, assim como da Greensill Capital, um mês antes, num momento crucial para o banco em que tenta recuperar da turbulência provocada pela pandemia de covid-19.

Entretanto, o atual presidente do banco, Urs Rohner, que deverá ser substituído pelo português Horta Osório a 1 de maio, já comunicou estar disposto a abdicar da sua compensação de 1,5 milhões de francos suíços referente a 2020.