Economia

Clubhouse “pode converter-se num alvo fácil para os cibercriminosos”

31 março 2021 11:43

william krause/unsplash

Empresa de cibersegurança Kaspersky recorda que a aplicação ainda está na versão beta e deixa um conjunto de recomendações para aderir à rede social do momento em segurança

31 março 2021 11:43

É a rede social do momento. Com dez milhões de utilizadores semanais ativos, a Clubhouse – que permite a criação de salas de conversação de áudio ao vivo, excluindo vídeo e texto – conta com a presença de nomes como Elon Musk (Tesla), Mark Zuckerberg (Facebook), Paddy Cosgrave (Web Summit) e a apresentadora Oprah Winfrey. Até ao dia 15 de março, a aplicação tinha sido descarregada na loja da Apple (App Store) 12,7 milhões de vezes, de acordo com a empresa de dados e analítica App Annie. E nem Portugal ficou indiferente a esta moda.

Mas a segurança da rede social coqueluche do momento não é infalível, alerta esta quarta-feira a multinacional russa de cibersegurança Kaspersky. Aviso, aliás, que já tinha sido deixado por outros especialistas em privacidade e segurança, com o Observatório para a Internet da Universidade de Stanford a reportar uma fuga de dados dos utilizadores que poderia colocá-los à disposição do Governo chinês.

“Ainda na versão beta, esta aplicação pode converter-se num alvo fácil para os cibercriminosos que procuram ganhar dinheiro com a sua popularidade”, explica em comunicado a tecnológica, referindo que a Clubhouse “não garante a privacidade dos utilizadores” e “conta ainda com algumas falhas”.

É nesse contexto que a Kaspersky deixa um conjunto de dicas e recomendações para que os utilizadores possam utilizar esta rede social em segurança.

Em primeiro lugar, os utilizadores devem ponderar se necessitam realmente da aplicação. “É sempre preferível esperar pela correção de erros nas primeiras versões”, alerta a empresa, recordando que esta ainda está na versão beta. A Kaspersky reforça que é importante pesquisar sobre esta e outras apps antes de as instalar, de modo a saber mais sobre os programadores, os dados que são adquiridos e como são partilhados.

Além disso, recorda que a Clubhouse não está ainda disponível para Android (embora seja esta a intenção da rede social), “pelo que não se deve confiar em aplicações falsas que possam surgir na Google Play”. E, uma vez a utilizar a rede social, é importante “partilhar apenas informação que aceitaria publicar no espaço público”, não recorrendo a esta para ter conversas privadas, sob pena que de ver o seu conteúdo divulgado.

A Kaspersky avisa ainda os utilizadores para se manterem atentos, sublinhando que “os cibercriminosos estão sempre a inovar nos esquemas para burlar os utilizadores”. Nesse contexto, incentiva-os a equipar os dispositivos com uma solução de segurança capaz de bloquear malware (software malicioso), incluindo as já referidas aplicações falsas da Clubhouse para Android.