Na penumbra, o cenário é fantasmagórico: sofás, mesas, candeeiros e até o piano estão cobertos com panos brancos. A galeria junto ao bar e com vista para o lobby, que costumava ser concorrida e animada, é agora um deserto escuro de móveis tapados e com um silêncio ensurdecedor. O Hotel Altis, em Lisboa, está fechado desde março do ano passado, altura em que começou a pandemia de covid-19 em Portugal, e os seus 250 trabalhadores permanecem em casa.
“Custa muito ver isto assim”, confessa Raul Martins, dono do hotel localizado na Rua Castilho, que mantém o seu escritório pessoal no edifício. “Para ir ao meu gabinete já não entro pela receção, é muito duro para mim. Agora entro pelo lado do spa, que tem uma porta que dá para a rua, só para não ver”, adianta.
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