Economia

Covid-19. Holanda dá 3,4 mil milhões de ajuda à KLM

A pandemia obrigou as companhias aéreas a manterem a sua frota em terra.

ivan alvarado

Depois de meses renhidas negociações com a França, a Holanda vai dar um pacote de ajuda financeira de 3,4mil milhões à sua transportadora nacional, o ramo holandês do grupo Air France-KLM. A ajuda de Haia soma-se aos 7 mil milhões de euros de ajuda concedida por Paris.Ryanair queixa-se a Bruxelas.

O governo holandês vai entregar um pacote de 3,4 mil milhões de euros, sob a forma de empréstimos estatais e garantias comerciais, à companhia aérea KLM para fazer face aos efeitos da pandemia por covid-19. A decisão surge depois de meses de renhidas negociações com a França, dado que os dois países detêm cada um 14% do grupo Air-France KLM.

O ministro das Finanças, Wopke Hoekstra, explicou esta sexta feira que a ajuda será de mil milhões de euros em empréstimos estatais e 2,4 mil ões em garantias comerciais, embora não tenha descartado mais apoio financeiro se este primeiro pacote "não for suficiente", porque o "impacto da crise na aviação é pior do que se pensava inicialmente".

A ajuda será entregue com "condições": a companhia aérea terá que reduzir as suas despesas em 15%, além de renunciar à entrega de bónus aos seus diretores, reduzir os salários dos cargos mais altos da empresa, parar de pagar dividendos aos seus acionistas e fazer uma "contribuição ativa" para a luta pela sustentabilidade.

Além disso, o aeroporto Schiphol em Amesterdão terá que reduzir os seus voos noturnos em 20% para reduzir os transtornos para os moradores próximos, o que significará a mudança dos atuais 32.000 voos por ano para não mais de 25.000.

A ministra holandesa das Infraestruturas, Cora Van Nieuwenhuizen, enfatizou que é "importante apoiar a KLM" porque esta empresa é considerada "essencial" para a economia holandesa e para manter o "clima comercial" holandês.

No final de abril, o governo holandês confirmou a sua disponibilidade apoiar a KLM sob a forma de garantias e empréstimos.

Ryanair pede bloqueio a Bruxelas

A transportador aérea “low cost” Ryanair pediu esta sexata-feira à Comissão Europeia que bloqueie o pacote de ajuda estatal à holandesa KLM, subsidiária do grupo Air France-KLM.

A “low cost” irlandesa considera que ajuda do Estado holandês “reduzirá ainda mais a concorrência e a escolha do consumidor nos mercados holandês e francês”, escreveu Michael O'Leary, diretor da Ryanair, citado em comunicado pela Reuters.

"O subsídio do estado holandês é uma má notícia para a concorrência e os interesses dos consumidores, porque atrasará ainda mais as reformas que o grupo Air France-KLM deve realizar", acrescentou Michael O'Leary.