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Escritórios: Maio é o primeiro mês a acusar impacto da pandemia em Lisboa

18.06.2020 às 14h11

José Fernandes

Mas a atividade acumulada do mercado de Lisboa entre Janeiro e Maio mantém-se 11% acima do ano anterior, diz JLL

A ocupação de escritórios em Lisboa atingiu os 5.271 m2 em maio, o que representa descidas mensais e homólogas de 82% e 70%, respetivamente, indica o Office Flashpoint da consultora imobiliária JLL, divulgado esta quinta-feira. Maio é, assim, o primeiro mês do ano "com impacto visível na absorção de escritórios na capital desde o início da pandemia", Considerando o período desde janeiro, a atividade acumulada do mercado de Lisboa está 11% acima do ano anterior (78.961 m2)..

No Porto, a absorção acumulada do ano fica 10% acima de 2019 (22.547 m2), mas os níveis de atividade neste mercado, ao contrário de Lisboa, estão em baixo desde o início da pandemia. Assim, em maio, a ocupação de escritórios na Invicta atingiu os 1.834 m2, o que representa uma quebra de 68% em termos homólogos, mas uma subida de 17% face a abril.

“Esta travagem mais vincada da atividade em maio era expetável. A dinâmica de ocupação só não se ressentiu mais cedo porque nos dois meses anteriores, já sob efeito do confinamento, ainda se notou o impacto de operações que estavam a ser negociadas", comenta Mariana Rosa, Head of Office & Logistics Agency & Transaction Manager da JLL. "Obviamente que numa situação em que toda a economia e as empresas foram obrigadas ao confinamento, o mercado não sai imune. Contudo, é preciso relembrar que se trata de uma situação temporária, pois os fundamentais da procura continuam a existir, inclusive em termos de captação de empresas estrangeiras, quer em Lisboa quer no Porto”, acrescenta.

Em maio, o mercado de Lisboa contabilizou 11 operações, numa procura marcada por áreas pequenas e sem registo de operações acima dos mil m2. O setor de “Serviços a Empresas” foi o responsável pela maioria da absorção, com uma quota de 26%, seguido pelos setores de “Outros Serviços” e “TMT’s & Utilities”, ambos com 22%. Em termos acumulados, contabilizaram-se 48 operações, com as empresas de “Serviços Financeiros” em destaque (44% da absorção acumulada).

No Porto, maio somou 3 operações, embora uma delas (em Matosinhos) concentre mais de 95% do volume, ficando a área média do mercado nos 611 m2. Esta operação, com cerca de 1.700 m2, foi registada na zona. A dominar o mês aparecem aqui os “Serviços Financeiros” (97%) Em termos acumulados, contabilizam-se 20 operações com uma área média de 1.127m2 e os setores de “Outros Serviços” e “TMTs & Utilities” pesam 30% cada.