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Crédito à habitação. Taxas de juro implícitas em mínimo histórico

18.06.2020 às 11h50

FOTO NUNO FOX

Moratórias podem explicar descida, diz o INE

As taxas de juro implícitas do crédito à habitação desceram em maio para os 0,903%, ficando 4,4 percentuais abaixo do mês anterior, diz o INE - Instituto Nacional de Estatística. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa reflete a mesma tendência e cai para os 0,845%, contra os 0,891% apresentados em abril.

"As reduções das taxas, bem como da prestação média mensal, observadas em abril e maio, poderão estar associadas às alterações decorrentes do regime de moratória, estabelecido no Decreto-Lei nº10-J/2020. A moratória suspende, pelo prazo de seis meses, o pagamento, total ou parcial, da prestação mensal das famílias com o crédito à habitação", refere o INE.

Obtidas através do quociente entre os juros pagos e o capital em dívida, as taxas de juro implícitas atingiram, em abril, o valor mais baixo desde o início desta série.

Para o destino de financiamento "aquisição de habitação", o mais relevante no conjunto do crédito à habitaçã, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,918% (-4,6 p.b. face a abril). No que se refere aos contratos celebrados nos últimos três meses, o juro para este destino de financiamento fixou-se em 0,838% (0,882% em abril).

Quanto ao valor médio da prestação vencida, desceu 10 euros em maio, para 227 euros, considerando a totalidade dos contratos e “deste valor, 41 euros (18%) correspondem a pagamento de juros e 186 euros (82%) a capital amortizado”, diz o INE. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação desceu para 258 euros.

Já o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 124 euros num mês e está, agora, nos 54.010 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi de 108.189 euros, mais 302 euros que em abril.