Beneficiários da ADSE aplaudem mudança de presidente
16.06.2020 às 17h56
A Associação 30 de Julho tem a expectativa que Maria Manuela Faria retire o subsistema de saúde dos funcionários públicos de um “marasmo” marcado pela “opacidade” da direção
Os beneficiários da ADSE congratulam-se com a nomeação de uma nova presidente do Conselho Diretivo, segundo um comunicado da Associação 30 de Julho. A escolha do Governo para liderar o subsistema de saúde dos funcionários públicos recaiu sobre Maria Manuela Faria, que substituiu no cargo Sofia Portela, mantendo-se como vogais Maria Eugénia Pires e Eugénio Rosa.
Em nota de imprensa a associação nacional de beneficiários faz notar que “há muito” que manifestava ao Governo “a urgente necessidade de promover uma alteração na direção da ADSE que permitisse retirá-la do marasmo em que mergulhou nos anos mais recentes”. Menciona ainda que a direção da ADSE se pautava pela “completa opacidade e a pouca atenção aos problemas dos beneficiários, únicos financiadores da ADSE, pela ausência de capacidade de gestão quer estratégica quer operacional”. O resultado, frisa a organização, foi o “adiamento sistemático da resolução dos problemas mais prementes, e pelo manifesto desconhecimento das temáticas subjacentes à área da proteção da saúde, acabando por ferir a credibilidade da ADSE e a sua sustentabilidade”.
Maria Manuela Faria era a diretora-geral da DGESstE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e a Associação 30 de Julho está “na expectativa” de que a nova líder da ADSE venha a assegurar “um verdadeiro espírito de equipa no Conselho Diretivo, integrando em plano de igualdade o representante dos beneficiários nesse mesmo Conselho e promovendo a colaboração com o Conselho Geral e de Supervisão e a audição permanente dos beneficiários”.
Nesse sentido, a associação beneficiários pediu uma reunião à nova presidente, à qual vai pedir respostas sobre a sustentabilidade da ADSE e à qual vai solicitar “a resolução dos problemas e preocupações mais prementes sentidos pelos beneficiários”.
A lista de assuntos urgentes não é nova. Tratam-se de problemas que têm vindo a ser sinalizados sistematicamente: a eliminação do atraso no reembolso das despesas feitas em regime livre (junto de prestadores que não têm convenção com a ADSE); a integração como beneficiários da ADSE dos trabalhadores da Administração Pública com contrato individual de trabalho (CIT), bem como dos que por renúncia ou por não se terem inscrito atempadamente o pretendam fazer agora; a aprovação de novas tabelas dos regimes livre e convencionado; a recuperação das dívidas resultantes do processo das ‘regularizações’ (consiste num acerto de contas com os privados que prestam serviços aos beneficiários da ADSE); e a admissão dos novos trabalhadores e aquisição dos recursos tecnológicos indispensáveis ao bom funcionamento da ADSE.
A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, que tem a tutela da ADSE (em conjunto com o Ministério das Finanças) desde final de 2019, tem vindo a prometer soluções para várias destas questões pendentes, como a abertura do subsistema aos CIT e a recuperação do atraso nos reembolsos.