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Produção automóvel caiu mais de 50% em maio e o sector reclama menos impostos

15.06.2020 às 16h42

JOSÉ SENA GOULÃO

O sector da indústria automóvel defende incentivos ao abate de carros antigos, para, assim, impulsionar a procura e, em simultâneo, a redução temporária da taxa de IVA no ato da compra do novo carro

O mês de maio de 2020 continuou a refletir a severidade das consequências da pandemia da Covid-19 na indústria automóvel em Portugal. Assim, a produção registou uma quebra de 50,6% face ao mesmo mês de 2019.

Segundo os dados divulgados esta segunda-feira pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), no passado mês de maio foram produzidos em Portugal “apenas 15.965 veículos automóveis ligeiros e pesados, tendo-se verificado uma queda de 50,6%”.

Em termos acumulados, e ainda de acordo com a mesma associação, nos primeiros cinco meses deste ano, registou-se um decréscimo de 39,2% em comparação com o período homólogo de 2019 – tendo sido produzidos em Portugal 94.407 veículos automóveis em 2020.

“Sendo Portugal um País onde a indústria automóvel tem um peso muito importante, quer ao nível do emprego, do PIB e das exportações, representando 25% do total das exportações de bens transacionáveis, é urgente que o Governo português implemente um plano de incentivo à procura no nosso sector, como já fizeram os Governos francês, alemão e hoje mesmo o espanhol”, reivindicam os responsáveis da ACAP.

Aquela associação vai mais longe e diz mesmo que aquele plano, deve passar por um incentivo ao abate de veículos em fim de vida “o que levaria à renovação do parque automóvel e iria dinamizar o mercado assim como asseguraria os níveis de produção da nossa indústria”.

A ACAP nota ainda que o incentivo ao abate de carro antigos permitiria uma poupança energética de 3,2 milhões de litros de combustível/ano, ou seja o equivalente a 33.200 barris de petróleo. Por outro lado, seriam emitidas menos 10.800 toneladas de CO2 por ano.

“A ACAP lamenta que o Governo, tendo em conta a queda da produção automóvel assim como das vendas no nosso país, ainda não tenha tomado uma decisão equivalente à que foi tomada pelos Governos francês, espanhol ou alemão”. E defende também uma redução temporária da taxa de IVA, na compra de automóveis, como forma de dinamizar a procura.