Trabalhadores clandestinos: Governo dá um apoio mais baixo do que aquele que cobra a seguir
08.05.2020 às 16h39
O apoio criado para combater a informalidade e chamar de volta quem está a trabalhar sem declarar é mais baixo do que os descontos que lhes vai exigir logo a seguir
Pedro Nunes
Quem tenha estado a trabalhar de forma clandestina, sem fazer descontos, vai poder candidatar-se a um apoio do Estado de 219,4 euros por mês, durante dois meses. Contudo, quando o subsídio acabar terá de coletar-se junto da segurança Social e do Fisco e fazer descontos durante dois anos. Feitas as contas, recebem agora 438,8 euros mas terão de entregar ao Estado, de volta, pelo menos 480 euros.
A criação de um subsídio de combate à informalidade é uma das novidades esta quinta-feira aprovadas em Conselho de Ministros. Cercado de críticas por ter deixado desprotegidos alguns grupos de trabalhadores, António Costa acabou por ceder e estender os subsídios aos sócios-gerentes que têm funcionários a cargo e aos recibos verdes que estavam registados mas tinham descontos insuficientes ou nulos ou a quem entretanto tenha fechado atividade. Além disso, tirou uma carta da manga: resolveu atribuir também um apoio a quem tem trabalhado mas não tem descontado.
Artigo Exclusivo para assinantes
No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente
Comprou o Expresso?
Use o código de acesso presente na Revista E para continuar a ler