Economia

Especulação imobiliária já chegou às Aldeias do Xisto

d.r.

Interior. Há quem fale em bolha especulativa nos preços das pequenas casas de xisto, onde uma assoalhada, a precisar de obras, pode atingir já os €69 mil. Na Lousã há uma moradia a rondar os €300 mil

1 março 2020 9:04

Amadeu Araújo

São casas esquecidas, alinhadas quase sempre nas cumeadas das serras da re­gião­ Centro, em aldeias silenciosas e perdidas no mapa. Muitas delas em povoados que integram a Rede das Aldeias do Xisto, o que fez disparar a sua notoriedade e incrementou uma pequena bolha imobiliária. Uma casa de uma única assoalhada e a precisar de recuperação, em Martim Branco, pode custar €69 mil. Esta aldeia, no concelho de Castelo Branco, é a última das 27 Aldeias do Xisto, uma rede que tem vindo a crescer e que está a promover uma bolsa imobiliária na tentativa de travar a escalada dos preços e com isso atrair novos e permanentes habitantes.

O disparo nos preços atinge as próprias ruínas, como sucede no concelho de Penela. Em Casal de Simão, “duas ruínas de pedra de xisto estão à venda por €31 mil”. Ao lado, em Ferraria de São João, uma casa de duas assoalhadas custa €82 mil. E em Proença-a-Nova, em Alvito da Beira, há quem peça “€122 mil por uma casa rural em pedra de xisto”. Os anúncios proliferam na internet e nas brochuras das agências imobiliárias. Para contrariar a escalada dos preços e a especulação foi cria­do um fundo imobiliário que procura angariar novos investidores e recuperar património que está ao abandono.

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