Economia

TAP está a reencaminhar para outras companhias passageiros que regressariam esta terça-feira a Caracas

18 fevereiro 2020 13:08

Impedida de voar para a Venezuela, a TAP está a avaliar soluções para os milhares de passageiros que tinham reservas em voos da companhia de bandeira portuguesa

18 fevereiro 2020 13:08

"A TAP cumprirá a legislação em vigor, transportando, através de outras companhias aéreas, os passageiros que regressariam a Caracas no voo de hoje", adiantou ao Expresso fonte oficial da TAP, impedida pelo governo de Nicolás Maduro de voar para a Venezuela durante três meses.

Com uma grande comunidade portuguesa a viver na Venezuela, a TAP voa duas vezes por semana para Caracas, à terça-feira e ao sábado, voos operados pela EuroAtlantic. Por isso, a companhia avança "está a avaliar soluções para os milhares de passageiros que tinham reservas nos voos seguintes".

A TAP afirmou na segunda-feira que “não compreendia” a decisão do governo venezuelano, pois “todos os requisitos legais e de segurança exigidos pelas autoridades de ambos os países” são cumpridos. “Trata-se de uma medida gravosa que prejudica os nossos passageiros, não tendo a companhia sequer tido hipótese de exercer o contraditório”, considerou ainda a companhia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou entretanto "inamistosa" e "injustificada" a decisão das autoridades de Caracas.

O ministro dos Transportes da Venezuela anunciou na segunda-feira, em conferência de imprensa, que ia colocar em marcha uma investigação à TAP, admitindo a suspensão de voos. “Estão a ser avaliadas três possíveis ações contra a companhia TAP Air Portugal”, disse Hipólito Abreu, citado pelo jornal local "El Nacional". “A primeira é uma série de multas que são pertinentes nestes casos, assim como possíveis sanções e, dependendo do resultado da investigação, também se avaliará a suspensão da companhia aérea.”

O Governo venezuelano acusa a TAP de ter permitido que Juan Guaidó regressasse à Venezuela, na terça-feira passada, com uma identidade falsa, numa acusação que se estende ao transporte de explosivos. O ministro dos Transportes disse que a TAP não cumpriu algumas regras, apontando a inexistência de um “certificado de fumigação”, assim como a alegada ausência de "identificações eficazes das pessoas que entraram no avião".