Economia

Ao fim de dois meses, terreno das Amoreiras recebe €36,2 milhões do Novo Banco

18 dezembro 2019 17:28

O Novo Banco colocou €21,5 milhões no fundo Amoreiras em 2016 e 2017

antónio pedro ferreira

Há mais de uma década que o terreno do antigo quartel de Campolide, em Lisboa, está para ser desenvolvido. Depois de um atraso por burocracias, o Novo Banco colocou mais dinheiro no empreendimento da rua Artilharia I. No prazo de quatro anos, o banco já ali gastou €57,7 milhões. Uma das hipóteses em estudo é a de instalar uma nova sede, que abarque todos os seus serviços de Lisboa

18 dezembro 2019 17:28

O Novo Banco desembolsou 36,2 milhões de euros para o terreno que possui na zona das Amoreiras, em Lisboa, onde espera construir um espaço de habitação e serviços, e onde pondera instalar uma nova futura sede.

O dinheiro será colocado pela instituição financeira pertencente aos americanos da Lone Star e ao português Fundo de Resolução no fundo de investimento imobiliário fechado Amoreiras, que é quem detém o terreno localizado entre as Avenidas Conselheiro Fernando de Sousa e Duarte Pacheco e as ruas Artilharia 1 e Marquês de Fronteira, avaliado em 160 milhões de euros, e que é conhecido por “Empreendimento Artilharia 1”.

“Na sequência da deliberação da assembleia de participantes, datada de 2 de dezembro de 2019, foi, em 17 de dezembro, aumentado o capital do fundo em €36.199.986,45”, assinala o comunicado enviado pela GEF, a gestora do fundo imobiliário, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A injeção foi já feita, ainda que com atrasos.

A primeira convocatória foi feita em setembro, para que, no mês seguinte, o dinheiro entrasse no fundo. “Este reforço de capital pretende dotar o fundo para fazer face aos encargos que se preveem do desenvolvimento do projeto (todos os processos administrativos e de preparação) e, após aprovação do mesmo, início de execução das infraestruturas”, justificou, então, ao Expresso, a instituição liderada por António Ramalho.

A gestora do fundo, a GEF, considerava que o aumento de capital era “premente”. A missão do fundo é o desenvolvimento deste projeto imobiliário, destinado à habitação e serviços, e no qual o Novo Banco poderá instalar a sua futura sede, onde poderá albergar todos os edifícios que atualmente estão dispersos por Lisboa.

Entretanto, houve um adiamento da data da assembleia-geral, para a resolução de questões burocráticas, que atrasou, mais uma vez, um terreno que está para ser alvo de obras há mais de uma década. Este terreno pertenceu ao empresário Vasco Pereira Coutinho, tendo passado para o Novo Banco.

A solução chegou no final do mês passado, sendo que no início deste mês concretizou-se o aumento de capital, que dá ainda mais poder ao Novo Banco no fundo imobiliário – a outra detentora de uma participação minoritária é a Banny Investissements, que não tem acompanhado estes reforços de capital.

Além dos 36,2 milhões agora colocados, o banco injetou outros 21,5 milhões desde 2016. Ao todo, a soma é de 57,7 milhões.