Economia

“Esta audiência é um bocadinho monótona em termos de cores”. Manuel Heitor pede mais mulheres na ciência e no Prémio REN

10 dezembro 2019 19:41

Ana Baptista

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, encerrou a cerimónia de entrega deste galardão que decorreu na segunda-feira à tarde, numa parceria entre a empresa e o jornal Expresso

10 dezembro 2019 19:41

Ana Baptista

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor quer que haja mais mulheres a trabalhar na área da investigação e da ciência e, aproveitando a sua intervenção no final da cerimónia de entrega do Prémio REN 2019, decidiu lançar o desafio à empresa. Isto porque, este ano, todos os seis premiados foram homens.

“Há a necessidade clara de perceber que este conhecimento não deve ter fronteiras de género e, por isso, deve atrair mais mulheres. Esta audiência é um bocadinho monótona em termos de cores, com tantas gravatas. O desafio que gostava de lançar à REN é o de atrair mais mulheres para a investigação e ciência e tecnologia e para atrair teses feitas por autoras”, disse na sua intervenção, na passada segunda-feira.

De facto, nesta questão, acrescentou o governante, a edição deste ano foi “pior” que as anteriores porque todos os premiados eram alunos, mas nem sempre assim, pelo menos o ano passado e há dois anos houve autoras de teses premiadas. Contudo, é certo que são sempre em número inferior aos dos homens e daí o desafio lançado por Manuel Heitor, que aproveitou o facto do CEO da empresa estar na plateia.

O ministro fez ainda um outro desafio à REN, neste caso relacionado com os países lusófonos. Segundo Manuel Heitor, esses países têm “mais dificuldade no acesso a informação” e seria importante se, em futuras edições, o prémio pudesse incluir alunos desses países.

O Prémio REN é entregue há 24 anos e distingue as melhores teses de mestrado de entre um lote de candidaturas espontâneas. Até ao ano passado entregava três prémios principais e mais duas menções honrosas, mas este ano acrescentou mais uma distinção, a da melhor tese de doutoramento. Ou seja, este ano, passou de cinco prémios no valor de 45 mil euros para seis prémios num total de 75 mil euros.

Leia mais sobre a edição deste ano do Prémio REN e sobre a transição energética na edição impressa deste sábado do jornal Expresso.