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Governo aprova pacote de medidas para resolver problemas dos comboios

27 Junho 2019 14:11

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto de Economia

Anúncio de investimento plurianual de 45 milhões de euros (dos quais 9 milhões para executar já em 2019), autorização de contração de 187 trabalhadores e integração da empresa de manutenção EMEF na CP são agumas medidas aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

27 Junho 2019 14:11

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto de Economia

“Com vista à salvaguarda de um serviço público ferroviário de qualidade”, o Governo aprovou esta quinta-feira ao início da tarde um conjunto de medidas que procuram travar o estado de degradação dos comboios portugueses. Entre elas está o anúncio de mais investimento, a autorização para contratar trabalhadores e também a integração da empresa de manutenção EMEF na CP.

Assim, vai ser permitido um investimento plurianual de 45 milhões de euros, dos quais 9 milhões serão para executar já em 2019 e foi autorizada a contratação imediata de 120 trabalhadores para a CP e de 67 trabalhadores para a EMEF, assim como a possibilidade de contratação automática para suprir as saídas que ocorram na empresa a partir de julho. Já a integração da EMEF na CP ocorrerá até 31 de dezembro de 2019.

O Governo decidiu também “assegurar a entrada em vigor do contrato de serviço público de transporte ferroviário de passageiro entre a CP e o Estado”, assim como “garantir que a EMEF tem condições, a curto prazo, para avançar com a recuperação, renovação e manutenção de material circulante, nomeadamente através da reabertura da oficina de Guifões, no Porto”.

São, refere o conselho de ministros em comunicado, medidas que procuram “garantir padrões adequados de fiabilidade, regularidade, qualidade e atratividade do serviço da CP – Comboios de Portugal”.

“A promoção de um maior investimento e o reforço dos recursos humanos, aliados à decisão de iniciar o processo de integração da EMEF na CP, à existência de um contrato de serviço público de transporte ferroviário de passageiros e à concretização da negociação dos acordos de empresa, permitirão criar as condições para o desenvolvimento da empresa a médio e longo prazo, de modo a garantir adequados padrões de fiabilidade, regularidade, qualidade e atratividade do serviço público ferroviário”, refere ainda o governo.