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Daniel Bessa e Proença de Carvalho vão sair da Galp Energia

José Carlos Carvalho

A PwC deixa de ser a auditora externa da Galp Energia, sendo substituída pela EY. Mas um seu sócio, José Alves, vai presidir ao conselho fiscal da petrolífera até 2022. Para a mesa da assembleia, segue um nome do Fundo de Resolução

Daniel Bessa e Daniel Proença de Carvalho vão sair da Galp Energia. O primeiro vai abandonar a presidência da mesa do conselho fiscal, e o segundo abandona a liderança da mesa da assembleia-geral da petrolífera. Assim, não é só na administração, conselho em que entra Adolfo Mesquita Nunes, que haverá mudanças.

O nome de Daniel Proença de Carvalho não consta das propostas feitas pela maior acionista (Amorim Energia) para integrar os novos órgãos sociais da Galp para o mandato 2019-2022, que serão votadas na assembleia-geral de 12 de abril e que foram publicadas no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Proença de Carvalho, que se encontra em vários órgãos de inúmeras empresas nacionais, estava à frente da mesa da assembleia-geral da Galp (um cargo que não exige contacto quotidiano mas que é responsável pela gestão de diferendos acionista) desde 2008. Sai ao fim de mais de dez anos, juntamente com os restantes elementos Vítor Dias e Helena Goldschmidt. O advogado também saiu recentemente da Cimpor, depois da venda da unidade portuguesa da cimenteira aos turcos da Oyak, sendo que aí era presidente da administração.

Para a presidência da mesa vai Ana Paz Ferreira, advogada que, desde o ano passado, está já à frente da mesa da assembleia da Galp Gás Natural Distribuição. Desde setembro de 2017, está na comissão diretiva do Fundo de Resolução, por escolha conjunta do Banco de Portugal e do Ministério das Finanças. Acompanham-na na mesa da Galp os advogados Rafael Lucas Pires e Sofia Leite Borges.

Daniel Bessa sai ao fim de mais de uma década

Daniel Bessa também abandona a presidência do conselho fiscal da petrolífera, onde estava também desde 2006.

A proposta da Amorim Energia é de que o novo líder deste órgão que tem de analisar e fiscalizar o trabalho da administração é José Alves, sócio da auditora PwC. No seu currículo, conta com trabalho de auditoria e de revisão de contas de grupos como o Grupo Amorim, acionista indireto da Galp.

Pedro Antunes continua no conselho fiscal, de onde sai, além de Daniel Bessa, Gracinda Raposo, ex-administradora da CGD e atual administradora da sociedade de capital de risco ECS. Fátima Geada, da auditoria da TAP, é a sucessora.

EY substitui PwC

A nomeação de José Alves para o conselho fiscal até 2022 acontece para um mandato em que a PwC sai da função de revisor oficial de contas da Galp. De forma a pôr em prática a rotação do auditor externo, a PwC abandona o cargo e houve já um “procedimento competitivo” para a seleção do substituto.

Nesse procedimento, chegaram ao final a EY (Ernst & Young) e a Deloitte, “por terem merecido a avaliação técnica mais elevada”. Ganhou a EY por ser “a proposta mais vantajosa em termos económicos”. A decisão já vem desde outubro, mas falta a luz verde dos acionistas.

Na administração, Paula Amorim continua como presidente não executiva e Carlos Gomes da Silva como presidente executivo. Um dos nomes que vai entrar na nova composição para o conselho é Adolfo Mesquita Nunes.

As propostas são votadas a 12 de abril, dia em que também fica decidida a distribuição de resultados do ano passado, havendo 26 milhões de euros (mais 15% do que no ano passado) para dar a trabalhadores e administradores executivos.

A Amorim Energia (que junta o Grupo Amorim a Isabel dos Santos) detém 33,34% da petrolífera, distante do Estado que, através da Parpública, é dona de 7,48% da Galp. A BlackRock e a T. Rowe Price são também acionistas com participações qualificadas.

(notícia retificada para esclarecer os cargos de que Daniel Bessa e Daniel Proença de Carvalho estão a sair)