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Têxtil. Exportações para Espanha recuperam em janeiro

A fileira têxtil tem uma quota de 9% nas exportações. Balança comercial degrada-se com subida acentuada das importações.

Espanha foi o mercado externo, logo seguir à Alemanha (por causa da Autoeuropa), em que as exportações portuguesas mais prosperaram em janeiro. A fileira têxtil foi das que contribuiu para esta evolução favorável, crescendo 4,2%.

O desempenho inverte a tendência de redução de vendas para Espanha que se verificara nos últimos meses de 2018, devido à redução de encomendas do conglomerado Inditex, dono da Zara.

Mas, as importações de vestuário de Espanha estiveram igualmente em alta.

Quota de 9% nas exportações

No primeiro mês de 2019, o setor têxtil exportou 444 milhões de euros, uma quota de 9% na cifra global de 5 mil milhões.
Segundo os dados revelados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a fileira automóvel (mais 100 milhões de euros face a janeiro de 2018) e os fornecimentos industriais (mais 80 milhões) foram os segmentos que revelaram maior dinamismo. Os produtos industriais somaram 1,6 mil milhões, crescendo 5,4%.

O têxtil e vestuário cresceu 1,5%, um valor que compara com os 2,5% que o INE registou nos bens de consumo.

Espanha permanece como o principal mercado da indústria têxtil, com uma quota de 28,2%.

Em janeiro, foi até o mercado externo que mais cresceu em valor absoluto (5 milhões), batendo os Estados Unidos.

Mas, com uma taxa de crescimento de 7%, o mercado americano já detém uma quota de 7% nas exportações têxteis. A Itália manteve a forte dinâmica de crescimento de que já dera sinal ao longo de todo o ano de 2018.


China destaca-se nas importações

Do lado das importações, o têxtil registou em janeiro um forte impulso (19%), superando os 410 milhões de euros.

O destaque vai para o vestuário, surgindo a Espanha (16%) e a China (83%) como os grandes beneficiários. A China é já o segundo maior fornecedor do mercado português.

A balança têxtil está a deteriorar-se. O saldo mensal reduziu-se para 33 milhões, levando à degradação da taxa de cobertura que ficou,em janeiro, nos 108%.