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Exportações sobem (4,1%), importações disparam (16,7%), em janeiro

Em janeiro, o défice comercial agravou-se. As exportações atingiram os 5 mil milhões de euros.

As exportações portuguesas começaram 2019 em alta moderada de 4,1%. Mas, as importações dispararam 16,7%, agravando o défice comercial.

Em Janeiro, as exportações beneficiaram do desempenho favorável da produção automóvel. O valor apurado de 4,9 7 mil milhões compara com 4,77 mil milhões no primeiro mês de 2018.

De acordo com os dados do INE revelados esta terça-feira, as exportações de bens registaram uma subida homóloga 4,1%, traduzindo uma desaceleração face a dezembro de 2018 (7%).

As importações aumentaram 16,6% (8,1% em dezembro), destacando-se as subidas no setor automóvel e aeronáutico (aviões e componentes).

Excluindo os combustíveis, as exportações aumentaram 4,7% e as importações cresceram 19,%.

Défice agrava-se

Com esta evolução, o défice da balança comercial agravou-se face a janeiro de 2018. Totalizou 1, 99 mil milhões de euros, um agravamento homólogo de 794 milhões.

No trimestre terminado em janeiro, as exportações e as importações de bens aumentaram respetivamente 0,9% e 12,5%, comprando com o trimestre terminado em janeiro de 2018.

A puxar pelas exportações está em especial o comércio no espaço europeu. O INE cita a evolução favorável no setor automóvel. Ao invés, a redução nos combustíveis e lubrificantes (-5%), justificada pelas operações de manutenção nas refinarias nacionais, travou o desempenho exportador.

Brasil e Bélgica desiludem

Por destinos, o INE nota a subida acentuada para a Alemanha (17%) e Espanha (7,4%). As más notícias vieram da Bélgica (-31%) e do Brasil (-40%), principalmente devido à redução do segmento de combustíveis e lubrificantes.
A evolução homóloga da produção automóvel (mais 6 mil carros), em especial da Autoeuropa (crescimento de 24%) antecipava um desempenho favorável das exportações, adicionando mais 110 milhões na fileira exportadora.

Em 2018, as vendas ao exterior registaram uma subida 5,3% (57,9 mil milhões), abrandando face aos 10% de 2017.

Os mercados fora do espaço europeu, com destaque para Angola e Brasil, foram os responsáveis pela travagem das exportações. O resultado de 2018 foi o mais baixo desde 2012. Como as importações tiveram uma subida mais acentuada (8%), o défice da balança comercial agravou-se em 2,7 mil milhões face a 2017 e atingiu a cifra de 17 mil milhões. A taxa de cobertura (77,2%) foi a mais baixa desde 2011.