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Presidente da REN diz que eventual reentrada do Estado na empresa “não acrescenta valor”

Ridrigo Costa é o presidente-executivo da REN

Luís Barra

“Não vejo necessidade de haver uma reentrada do Estado na REN”, declarou Rodrigo Costa esta terça-feira no Parlamento

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente executivo da REN - Redes Energéticas Nacionais, Rodrigo Costa, considera que a eventual reentrada do Estado no capital da empresa "não acrescenta valor" e é um cenário que o gestor vê como desnecessário.

"Não vejo necessidade de haver uma reentrada do Estado na REN. Mas para mim o Estado é um investidor como outro qualquer", afirmou esta terça-feira Rodrigo Costa na comissão parlamentar de inquérito sobre as rendas da energia.

Instado pelo PSD a comentar a possível reentrada do Estado na REN, que é uma hipótese que o Governo está a estudar desde janeiro, conforme o Expresso revelou no início deste mês, o presidente executivo da REN notou ainda que "o importante é que haja interesse dos investidores em geral pela REN", lembrando que o Estado é livre de comprar ações.

Rodrigo Costa disse ainda desconhecer que haja algum acionista de referência da REN disponível para vender as suas ações. "Não tenho conhecimento de ter acionistas nossos com intenção de vender as suas ações", declarou no Parlamento.

Como o Expresso noticiou a 2 de fevereiro, o Governo tem estado a estudar há várias semanas a possibilidade de reentrar no capital da REN e uma das hipóteses admitidas dentro do Executivo seria a aquisição da posição de 12% que a Oman Oil tem na empresa, mas que custaria mais de 200 milhões de euros ao Estado.