Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Luz Saúde comunica aos funcionários que suspendeu acordo com a ADSE

O Hospital da Luz é a imagem de marca da Espírito Santo Saúde

Ana Baião

Depois do Grupo Mello, agora foi a vez da Luz Saúde comunicar aos colaboradores que formalizou a suspensão da convenção com o subsistema de Saúde dos funcionários públicos. Decisão vigora a partir de 15 de abril

O grupo Luz Saúde, que tem o Hospital da Luz em Lisboa, entre outras grandes unidades, acaba de anunciar aos colaboradores que vai suspender a convenção com a ADSE, o subsistema de Saúde dos funcionários públicos.

Ontem foi a vez da José de Mello Saúde, que detém a marca Cuf.

“Apesar de todos os nossos esforços no sentido de o evitar, informamos que os hospitais e clínicas da rede hospital da Luz se veem obrigados, a partir de 15 de abril, a deixar de prestar os serviços ao abrigo das convenções celebradas com a ADSE”, refere o comunicado interno a que o Expresso teve acesso, onde a comissão executiva da Luz Saúde garante que esta decisão surge depois de terem tentado “até ao limite, encontrar um entendimento com a ADSE”.

Nesta comunicação é pedido aos colaboradores que “no contacto direto com os nossos clientes beneficiários da ADSE” seja explicado que “lamentamos profundamente sermos forçados a tomar esta decisão, mas que o fazemos convictos de que não existe outra alternativa”.

A suspensão do acordo com a ADSE terá efeitos a partir de 15 de abril e, após esta data, as marcações “deixam de estar abrangidas pelo regime convencionado, podendo ser realizadas em regime de reembolso”.

Porém, há serviços que continuarão a ser prestados ao abrigo da convenção, desde que sejam iniciados antes deste dia, tais como o acompanhamento às grávidas até à alta após o parto; os tratamentos relacionados com doença oncológica; e os cuidados de saúde de internamento.

Além disso, “mantêm-se também dentro do regime convencionado todas as marcações feitas pelos beneficiários da ADSE até à presente data, mesmo que se realizem depois de 15 de abril”, refere a nota interna.

A Luz Saúde adianta ainda que foram criadas “condições especiais de preços e de financiamento de cuidados” para os clientes beneficiários da ADSE, cujos detalhes podem ser consultados junto dos serviços de atendimento telefónico ou através do site do grupo, por exemplo.

O grupo privado de cuidados de saúde (ex-espírito Santo Saúde) sustenta que procurou junto da ADSE “um acordo equilibrado para as partes no contexto da negociação de uma tabela que se encontra desatualizada para a prática de uma medicina moderna, quer do ponto de vista de preços, sem alterações há mais de 20 anos, quer no que respeita à inexistência de atos médicos que fazem parte da rotina médica atual”.

Outra reivindicação foi a “não aplicação retroativa de regras de regularização de faturação” que a Luz Saúde considera “manifestamente ilegais e que introduzem uma imprevisibilidade na nossa atividade que é impossível aceitar, já que implicam que no momento da prestação não seja possível saber a que preços estamos a praticar o serviço”.

Atualmente os 14 hospitais e as 13 clínicas da Luz Saúde têm 250 mil beneficiários da ADSE como clientes

No final da missiva, a comissão executiva afirma que “o futuro dar-nos-á razão e estamos seguros que os beneficiários da ADSE saberão julgar quem sempre esteve do seu lado”.