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Lucros da Nissan derrapam mais de 45%

A Nissan vai também suspender a sua participação num projecto de fábrica comum com o parceiro francês Renault em Tanger.

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Os resultados do fabricante japonês foram afetados pela queda das vendas nos EUA. Em resultado, a Nissan reviu já em baixa as estimativas de resultados para o ano fiscal japonês, que termina em Março.

A Nissan Motor lucrou, entre abril e dezembro do ano passado, 316.700 milhões de ienes (2.538 milhões de euros), 45,2% menos do que no período homólogo de 2017 e reviu em baixa as projeções para todo o ano, antecipando 18% menos de lucros anuais face a estimativas anteriores.

Nestes primeiros nove meses do ano fiscal japonês, o resultado operacional da Nissan baixou 13,9% para 313.700 milhões de ienes (2.514 milhões de euros), de acordo com o relatório financeiro publicado esta terça-feira pelo fabricante de automóveis japonês.

A faturação nas vendas aumentou 0,6% em relação ao mesmo período de 2017, para os 68.757 milhões de euros. A empresa também divulgou os seus resultados do trimestre de outubro a dezembro, no qual registou um lucro de 70.400 milhões de ienes (564 milhões de euros), representando uma queda ainda maior, de 76,7%, sobretudo em resultado de uma queda nas vendas nos Estados Unidos. Nesse mesmo trimestre, o resultado operacional do grupo aumentou 25,4% para 103.300 milhões de ienes (828 milhões de euros) e as vendas aumentaram 5,9% para o equivalente a 24.415 milhões de euros.

Face a estes resultados, a Nissan anunciou uma revisão em baixa das estimativas de resultados para o ano fiscal japonês corrente, que terminará em 31 de março, e em que a empresa espera obter um lucro de 410.000 milhões de ienes (3.286 milhões de euros), 18% menos do que a previsão anterior publicada em novembro.

A divulgação de resultados acontece numa altura em que a Nissan tem estado nas notícias por outros motivos, depois da prisão, em Novembro, do seu ex-CEO, Carlos Ghosn.

O gestor é suspeito de ter falsificado relatórios financeiros que não reportavam os cerca de 5 mil milhões de ienes (38 milhões de euros) que deveria receber ao longo de cinco anos, até 2015, acordados com a Nissan.

As irregularidades imputadas pela procuradoria de Tóquio a Ghosn resultam de uma investigação interna na Mitsubishi para detetar se os factos denunciados pela Nissan tinham relação com a Mitsubishi, o que foi comprovado na passada sexta-feira.

Segundo as investigações, Ghosn recebeu um pagamento alegadamente irregular de 7,82 milhões de euros. Estas irregularidades estão relacionadas com as operações da NMBV, uma sociedade estabelecida na Holanda em junho de 2017 e que na sua sigla incorpora as iniciais da Nissan e da Mitsubishi, constituída com o objetivo de criar sinergias entre as duas empresas.