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38% dos farmacêuticos ganham mais de 1700 euros por mês

David Clifford

Estudo da Ordem dos Farmacêuticos conclui que quase 10% destes profissionais têm um rendimento mensal bruto acima dos 3 mil euros. Desemprego na classe é quase inexistente

Uma profissão com rápida entrada no mercado de trabalho, quase sem desemprego e com rendimentos atrativos face à média nacional. É este o retrato traçado por um estudo da Ordem dos Farmacêuticos, realizado pelo Observatório da Empregabilidade no Sector Farmacêutico, em parceria com a Plataforma Ensino Profissão.

Foram inquiridos 1502 farmacêuticos, de várias áreas profissionais do sector, através de entrevista telefónica durante o mês de outubro de 2018. As conclusões, a que o Expresso teve acesso, são divulgaras esta terça-feira.

Numa profissão onde as mulheres são dominantes (79% do total), 82% dos inquiridos referiu que, no máximo, aguardou três meses desde a conclusão da formação até começar a exercer, número que sinaliza um rápido ingresso no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego da classe é muito baixa, ficando nos 4,4%, indica este estudo. Um valor bem abaixo dos 6,7% de média nacional registados no referido mês de outubro de 2018. Quanto aos jovens profissionais (indivíduos com menos de 30 anos), o desemprego não vai além dos 2,8%.

Com 70% dos indivíduos que participaram no estudo a referir que conseguiram entrar de imediato na área profissional que desejavam, as dificuldades para conseguir trabalhar de imediato na área profissional de eleição têm vindo a aumentar. Sinal disso, é o facto de, no grupo dos jovens abaixo dos 30 anos, a percentagem ser mais baixa, fixando-se nos 63%.

Os rendimentos acima da média dão outra característica da profissão, conclui o estudo. 38% dos inquiridos referiram um rendimento mensal bruto (calculado para 35 a 40 horas semanais e sem considerar benefícios acrescidos) acima de 1700 euros. E quase 10% auferem mesmo mais de 3 mil euros mensais.

No extremo oposto, pouco mais de 10% têm um rendimento mensal bruto abaixo dos mil euros. Tudo somado, mais de 67% dos inquiridos manifestaram-se muito satisfeitos com a profissão.