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Central nuclear espanhola participada pela EDP fecha em 2035

António Mexia, CEO da EDP

Foto Luís Barra

Plano do Governo espanhol é encerrar todas as centrais nucleares em operação no país, mas de modo faseado. A central de Trillo, na qual a EDP detém 15%, é a última a fechar

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A central nuclear espanhola de Trillo, na qual a EDP detém uma participação de 15%, deverá encerrar a sua operação no ano 2035, sendo a última central nuclear a fechar portas em Espanha, de acordo com um cronograma divulgado esta segunda-feira pelo jornal "Cinco Dias".

A central de Trillo, que arrancou em agosto de 1988, tem como acionistas a Iberdrola (48%), Naturgy (34,5%), EDP (15,5%) e Nuclenor (2%), contando com uma potência de 1066 megawatts (MW), ligeiramente abaixo da capacidade instalada da maior central que a EDP opera em Portugal, a termoelétrica a carvão de Sines.

A unidade de Trillo será a última a encerrar no programa de desmantelamento da capacidade nuclear em Espanha, que, segundo o "Cinco Dias", começa em 2027, com o fecho de Almaraz 1, seguindo-se em 2028 o encerramento de Almaraz 2, e nos anos seguintes com mais cinco centrais nucleares, incluindo a participada pela EDP.

O grupo português, de resto, tem vindo a provisionar nas suas contas dezenas de milhões de euros para lidar com os custos do desmantelamento da central nuclear de Trillo. No final de 2017 essa provisão rondava os 44 milhões de euros.

O desmantelamento será feito pela empresa espanhola Enresa, que também ficará com a responsabilidade do tratamento e acondicionamento dos resíduos radioativos num prazo de três anos após a paragem de cada central nuclear.

Segundo o "Cinco Dias", nas próximas semanas a Enresa deverá revelar se a taxa que está a ser cobrada às centrais nucleares relativa aos custos de desmantelamento será aumentada ou não.